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Edição 1 707 - 4 de julho de 2001
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Um novo exame de próstata
está chegando ao Brasil

Acaba de chegar ao país um novo exame para a detecção do câncer de próstata, uma das doenças mais comuns e letais entre os homens. Aprovada no ano passado pelo FDA, a agência americana de controle de remédios e alimentos, a medição do PSA complexado, ou simplesmente cPSA, é a versão refinada da já tradicional dosagem de PSA livre. Este último é uma proteína que, em grande quantidade no organismo, revela qualquer alteração na próstata, seja ela benigna ou maligna. O complexado só é produzido na presença de tumores. O exame antigo deixa escapar o diagnóstico de 20% dos casos de câncer. O mais moderno, apenas 5%. De todos os pacientes, um grupo em particular se beneficiará do novo exame. São aqueles homens que, em função de uma dose intermediária de PSA livre, são obrigados a fazer biópsia. O procedimento é extremamente desagradável e muitas vezes doloroso – um ultra-som transretal, com uma agulha na ponta, colhe amostras do tecido da próstata, que serão analisadas em laboratório. De cada três pacientes nessa situação, apenas um tem câncer. Ou seja, a maioria passa pelo desconforto sem necessidade. "O PSA complexado identifica com mais precisão quem deve ou não passar por uma biópsia", diz o urologista Eric Wroclawski. O novo teste não livra os homens do toque retal – ou "toque infame", como já foi chamado. O exame clínico continua imprescindível na detecção precoce de um tumor. Sua combinação com a dosagem de PSA é que dá aos médicos certeza quase absoluta no diagnóstico do câncer em estágio inicial, quando as chances de cura são de até 90%.

   
 
   
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