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Um
novo exame de próstata
está chegando ao Brasil
Acaba de
chegar ao país um novo exame para a detecção do câncer
de próstata, uma das doenças mais comuns e letais entre
os homens. Aprovada no ano passado pelo FDA, a agência americana
de controle de remédios e alimentos, a medição do
PSA complexado, ou simplesmente cPSA, é a versão refinada
da já tradicional dosagem de PSA livre. Este último é
uma proteína que, em grande quantidade no organismo, revela qualquer
alteração na próstata, seja ela benigna ou maligna.
O complexado só é produzido na presença de tumores.
O exame antigo deixa escapar o diagnóstico de 20% dos casos de
câncer. O mais moderno, apenas 5%. De todos os pacientes, um grupo
em particular se beneficiará do novo exame. São aqueles
homens que, em função de uma dose intermediária de
PSA livre, são obrigados a fazer biópsia. O procedimento
é extremamente desagradável e muitas vezes doloroso
um ultra-som transretal, com uma agulha na ponta, colhe amostras do tecido
da próstata, que serão analisadas em laboratório.
De cada três pacientes nessa situação, apenas um tem
câncer. Ou seja, a maioria passa pelo desconforto sem necessidade.
"O PSA complexado identifica com mais precisão quem deve ou não
passar por uma biópsia", diz o urologista Eric Wroclawski. O novo
teste não livra os homens do toque retal ou "toque infame",
como já foi chamado. O exame clínico continua imprescindível
na detecção precoce de um tumor. Sua combinação
com a dosagem de PSA é que dá aos médicos certeza
quase absoluta no diagnóstico do câncer em estágio
inicial, quando as chances de cura são de até 90%.
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