Elas
se mexem
Paciente submetido a
transplante
de mãos recupera movimentos
AFP
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Denis Chatelier: conexões cerebrais
restabelecidas |
A última edição da revista científica inglesa
Nature Neuroscience traz a história do francês Denis
Chatelier, um pintor de paredes de 34 anos. Em 1996, ao manipular um rojão,
ele perdeu as duas mãos. Quatro anos depois, as próteses
que utilizava até então foram substituídas pelas
mãos de um doador. Apesar do sucesso do transplante duplo o
primeiro da história da medicina , imaginava-se que Chatelier
não conseguiria movimentar totalmente as mãos. Para surpresa
dos médicos, no entanto, ele hoje escova os dentes, segura o telefone
e afaga os filhos. A sua recuperação ilustra a espantosa
capacidade de adaptação cerebral. Poucos meses após
a cirurgia, imagens obtidas por meio de exames de ressonância magnética
funcional constataram que o cérebro do pintor havia reconhecido
as novas mãos e reativara as áreas responsáveis pelo
controle delas. Já se sabia que, quando lesionado, o cérebro
pode transferir uma função originária de determinada
região para outra parte do órgão. Quanto mais jovem
o paciente, maior é a chance de isso ocorrer. O caso de Chatelier
chama a atenção porque ele recebeu as novas mãos
aos 33 anos idade em que, pensava-se, ele estaria velho demais para
ter restabelecidas conexões mais intrincadas. Além disso,
é a primeira vez que se verifica essa capacidade em um cérebro
intacto.
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