Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 707 - 4 de julho de 2001
Geral Viagens
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
  Um alarme contra o xixi na cama
Novo exame de próstata chega ao Brasil
Psicoterapia via internet
Paciente recupera movimento nas mãos transplantadas
Japão e Noruega querem voltar a caçar baleias
Hotelaria do país melhora com investimentos estrangeiros
Carros familiares com desempenho esportivo
Donos cedem prédios para exposições e ganham reforma
As drogas no local de trabalho
O Supremo Tribunal Federal endossa o racionamento
Turismo com guias de luxo
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

Guias de luxo

O ex-milionário Jorginho Guinle
entra no ramo do turismo em
grupo para quem pode gastar muito

 
Selmy Yassuda
Guinle: "Tem gente com dinheiro que não conhece as pessoas certas. Eu sou o contrário"

O dinheiro está sobrando, o mundo se abre a seus pés, bate aquela vontade de viajar. Que delícia, não? Mas sempre aparecem uns probleminhas. Conseguir uma reserva naquele restaurante francês exclusivíssimo, enfrentar a arrogância dos garçons locais, passar pelo crivo esnobe do porteiro do hotel chiquérrimo, tudo isso dá o maior stress. Os muito ricos e algo inseguros já têm a solução: é só chamar Jorginho Guinle. Aos 85 anos, o milionário arruinado agora está entrando no negócio dos guias de luxo. Ao preço algo salgado de 12.300 dólares por cabeça, ele propõe passar uma semana na França, em setembro próximo, conduzindo uma excursão diferenciada. A idéia de criar grupos com interesses específicos (visitas a museus com professores ou artistas, incursões gastronômicas orientadas por chefs de cozinha) explora um nicho de mercado tão promissor que as agências de viagens não param de criar parcerias. "Queremos conquistar gente com dinheiro, mas que não esteja por dentro dos lugares mais exclusivos", diz, sem cerimônia, Liliane Lima, dona da agência carioca que se associou a Guinle na nova empreitada.

 
Fotos álbum de família
O grupo que viajou para a França com o chef Bassoleil: incursão gastronômica com almoço num castelo

Com a fortuna da família reduzida a pó, o eterno playboy não respira ares franceses há doze anos. Mas mantém a classe. "Tem gente que possui muito dinheiro e não conhece as pessoas certas. Eu sou exatamente o contrário", filosofa. O roteiro proposto não foge do esperado pelo "rico de almanaque". O grupo se hospedará no lendário Plaza Athénée, em Paris, passará pelo castelo Domaine des Hauts, no Vale do Loire, e jantará em cartões-postais franceses, como o La Tour d'Argent (sobrevivem o nome e a vista) e o restaurante do chef Alain Ducasse (a reputação de soberba excelência culinária continua valendo). A turma não se livrará do ônibus, praga de toda excursão, mas terá a bordo champanhe e DVD. E, na tarde livre em Paris, cada casal poderá dispor de um Mercedes com motorista.

 
O professor Charles Watson (ao centro, de pé): ateliê no Brooklyn incluído no roteiro de viagem voltado para as artes plásticas

Muito mais cabeça é a viagem organizada pelo escocês Charles Watson, professor de artes plásticas no Rio de Janeiro. Ele já levou dezesseis grupos para visitar museus nos Estados Unidos ou na Europa, sob a batuta de artistas como Anna Bella Geiger e Beatriz Milhazes. Não se exigem credenciais de alta intelectualidade para embarcar no programa, ao preço de 4.000 dólares, mas Watson descarta quem só vai por festa. "É preciso ter um interesse sério pelo assunto", avisa. No meio do caminho entre a badalação de Guinle e a erudição de Watson, estão as viagens que levam a grife de chefs de cozinha conhecidos. O italiano Luciano Boseggia, dono de um restaurante em São Paulo, embarcou com quinze pessoas no início de junho para a costa leste dos Estados Unidos. O tema, por assim dizer, era a reputadíssima lagosta da região. Um dos dias foi dedicado à pesca do crustáceo.

 
O chef Boseggia (de camisa vermelha) e sua turma: pesca e degustação de lagostas na costa leste dos Estados Unidos

Para os admiradores de gastronomia, o custo não importa muito, valem mais as sugestões de comilança. "Visitando só lugares de alto nível, não dá para pensar muito em controlar os gastos", diz o empresário Mario Cardamone, que integrou a trupe de Boseggia. A mesma agência organizou uma viagem com Sauro Scarabotta, dono de outro restaurante em São Paulo, para um programa tão ou mais inusitado: colheita de trufas na Itália. A turma vai sair a campo guiada por porcos farejadores, atrás da preciosidade gastronômica. Depois vai aprender a usar a caríssima iguaria na cozinha e degustá-la em restaurantes especializados. O público-alvo de um roteiro do gênero evidentemente é exigente. "Vi do carpete do hotel à combinação de pratos entre almoço e jantar", diz o chef Emmanuel Bassoleil, francês radicado em São Paulo, que já conduziu duas viagens na faixa dos 4.500 dólares. É importante também prever a ocorrência de problemas geralmente associados às excursões plebéias, como o exagero de álcool. Nas primeiras viagens teve muita gente chiquérrima cantando aos berros no ônibus. Agora, a ordem é só servir vinho às refeições. Já pensou desembarcar uma turma entoando um pagode lascado na porta do Alain Ducasse?

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS