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Lauro Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
AT&T acusada de pirataria A Anatel recebeu uma queixa da Embratel que vai dar o que falar. Nela, a gigante americana AT&T é acusada com todas as letras de estar por trás de uma parte do esquema de pirataria nas ligações internacionais, que suga 400 milhões de reais por ano da Embratel e da Intelig. São ligações que custam a metade do preço, não pagam impostos e são usadas à larga por milhares de pequenas e médias empresas.
Meu nome é Ciro O jogo do governo federal para que o PTB abandone o barco de Ciro Gomes vai ser pesado. E o PTB para Ciro é sinônimo de tempo na televisão. Sem o partido, não conseguirá dizer muito mais que "Meu nome é Ciro".
O custo do fim da fome Atenção, candidatos a presidente! O Centro de Políticas Sociais da FGV-RJ acaba de fechar um estudo que é uma jóia para quem entrar na campanha com proposta para um dos problemas mais aterradores do país a fome. Fizeram-se as contas, cruzaram-se dados e chegou-se à conclusão de que com 1,7 bilhão de reais por mês o governo federal erradicaria a fome dos 29% de brasileiros que estão na linha da miséria.
Canteiro de obras Os marqueteiros do Palácio do Planalto estão fechando uma pesada agenda de visitas de FHC ao Nordeste para o fim de julho. Vai ter FHC inspecionando obras contra a seca e fiscalizando a construção de usinas. Parece agenda de campanha eleitoral, mas FHC é candidato apenas a tentar reerguer sua popularidade. Cinco anos em cinco dias O Plano Estratégico Energético que FHC deve anunciar na quarta-feira foi encomendado na semana passada a técnicos do setor, coordenados por Francisco Gros. Beleza. É preciso correr, o.k., mas não é fácil acreditar que em uma semana seja possível definir os destinos do combalido setor energético para os próximos anos.
Agora vai? O banqueiro Gastão de Bueno Vidigal voltou a negociar com o Citibank depois de longo e tenebroso inverno. E, novidade das novidades, aceitou conversar sobre a transferência de controle acionário do Banco Mercantil de São Paulo. Reclamou, levou A Procuradoria da República do Rio está de olho na produtividade do departamento jurídico do Banco Itaú, que comprou o Banerj há três anos. Desconfia que tem advogado chegando mais tarde e saindo mais cedo do que devia. Quase todas as ações trabalhistas do Banerj estão sendo ganhas pelos funcionários na Justiça. Os procuradores estão intrigados porque esse é o único caso de banco que não recorre de decisão judicial. Para quem não lembra, pelo contrato de privatização o pagamento do passivo trabalhista ficou por conta do governo. BC à espreita O BC continua seguindo os passos dos bancos que estariam tentando inflar as cotações do dólar. O cofrinho de Paim vai encher Assis Paim Cunha, do grupo Coroa-Brastel, voltou a contar milhões e não tostões, como fez nos últimos vinte anos. Há quinze dias, o prefeito do Rio, Cesar Maia, começou a negociar como lhe pagará 15 milhões de reais por um terreno de 110.000 metros quadrados na emergente Barra da Tijuca. A área, hoje tomada por uma favela, foi invadida depois que o império de Paim Cunha ruiu, em 1983. Falta pouco A Globo Cabo anuncia em breve mudanças de peso na sua composição.
Farra tributária O número parece absurdo, mas é real: a Souza Cruz escala todos os dias setenta de seus funcionários para a função de ler. E ler os textos mais maçantes do universo, os dos diários oficiais. Esse exército é designado para checar com lupa eventuais mudanças de alíquotas de ICMS. Mudanças sempre para cima, claro até porque não vai surgir ninguém para falar mal de quem subir as alíquotas de impostos para cigarros. Exceto a própria Souza Cruz.
Cinto? Me esqueci... Veja como a falta de fiscalização e de campanhas educativas pode fazer leis virarem letra morta: uma pesquisa encomendada pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia revelou que no Rio de Janeiro apenas 1% das pessoas usam cinto de segurança na parte traseira dos automóveis. Será que o Código Nacional de Trânsito não pegou?
A falta que a maconha faz...
Algumas cidades se viciaram tanto no plantio de maconha que desaprenderam
a viver sem ela. As onze megaoperações de combate ao tráfico
realizadas desde 1998 no polígono da maconha, em Pernambuco, mostraram
resultados, mas trouxeram efeitos colaterais. O dinheiro deixou de circular
pelo comércio e desaqueceu a já pouco aquecida economia
local. Em Cabrobró, por exemplo, uma das dez cidades do Polígono,
mais de 100 bares cerraram as portas.
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