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Edição 1 699 - 9 de maio de 2001
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ALEMANHA

Do gramado ao navio negreiro

AFP

Apuros: Akpoborie no banco (dos réus)


Jonathan Akpoborie, o atacante da seleção da Nigéria e do VfL Wolfsburg, da primeira divisão alemã, pode ter dado a maior pisada na bola de sua vida. Quando surgiram os primeiros rumores de que ele seria o dono do navio MV Etireno, que vagou pela costa africana com crianças escravas, no mês passado, Akpoborie disse que eram calúnias. Na semana passada, foi obrigado a viajar às pressas para Benin. Os cartolas do Wolfsburg desconfiam que o artilheiro nigeriano é, sim, o dono do navio negreiro. Por pressão da Volkswagen, patrocinadora da equipe, suspenderam-no por tempo indeterminado. Para voltar à vida confortável na Alemanha com a mulher e dois filhos, Akpoborie terá de provar que não tem nada a ver com o tráfico das crianças escravas.

 

 

JAPÃO

O "Pequeno General"
queria ver Mickey


Reuters

Kim, da Coréia do Norte: queria passear na Disney


Herdeiro da dinastia comunista fundada por seu avô, Kim Il Sung ("o Grande Líder", como era chamado), na Coréia do Norte, Kim Jong Nam ("Pequeno General", como é chamado) decidiu levar o filho de 4 anos para visitar a Disney World no Japão. Numa tentativa canhestra de passar incógnito, muniu-se de um passaporte falso da República Dominicana e foi pego no aeroporto, com a mulher, o filho e uma empregada. Primeiro pensou-se que tivesse fugido de casa. Seria razoável, visto que a Coréia do Norte é um país fechado, atrasado e com a população morrendo de fome. Nada disso, explicou o príncipe vermelho. Ele apenas deu uma escapada para visitar Mickey Mouse.

 

ESTADOS UNIDOS

Guerra nas Estrelas – Episódio II

O presidente americano, George W. Bush, anunciou a ressurreição de um sonho de Ronald Reagan, do qual seu pai foi vice: o projeto Guerra nas Estrelas. O argumento de Bush é que a Rússia já não é ameaça. O problema são os países irresponsáveis. Não citou os maus elementos, mas todos sabem que ele pensava no Irã, no Iraque e na Coréia do Norte. Como os planos são mais modestos que os apresentados por Reagan em 1983, o projeto foi apelidado maldosamente de "Filho da Guerra nas Estrelas". O custo pode chegar a 200 bilhões de dólares, dinheiro equivalente ao dobro de tudo que o Brasil exporta e importa por ano. As dificuldades para tirar o plano do papel são muitas: há limitações técnicas, alguns aliados europeus temem uma nova corrida armamentista, a Rússia está relutando em aceitar a idéia e os chineses estão revoltados. Mas ninguém duvida que os Estados Unidos, a única superpotência, são capazes de transpor todas essas barreiras.

 

SUÍÇA

Chamaram o ladrão

Os Estados Unidos não foram eleitos para a Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra, pela primeira vez desde que o órgão foi criado, em 1947. Até aí nada demais. Mas impressiona o cuidado com a seleção dos novos membros: Sudão, Paquistão, Serra Leoa e Uganda. Com suas ditaduras sanguinárias, guerras civis e intolerância religiosa, esses são os países nos quais a comissão deveria ficar de olho.

 

 
 
   
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