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Edição 1 704 - 13 de junho de 2001
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"A capa de VEJA reflete
a maneira como nos sentimos: verdadeiros palhaços. A crise não é
de energia, mas sim de competência."

Jorge Wagner
Ribeirão Preto, SP


Energia

Os brasileiros de hoje podem ser comparados a um navio que perdeu sua bússola no meio do oceano. Sem um guia correto para dirigi-los, eles navegam sem rumo para o futuro. É o mesmo que acreditar em Papai Noel ("O país está muito zangado", 6 de junho).
Maria Angélica Beraldo
Santos, SP

Obrigada pela ótima matéria, que lava a alma tão sofrida dos brasileiros. Se já não temos mais motivos para confiar nesse governo, pelo menos sabemos que podemos contar com os excelentes jornalistas de VEJA, que tão bem expressaram nossa raiva e desilusão. Parabéns!
Nicole Sasso
Rio de Janeiro, RJ

Há anos está tudo muito claro neste país: os interesses pessoais de nossos políticos estão muito à frente dos interesses daqueles que os elegem. Infelizmente ainda estamos vivendo numa colônia de exploração, sempre sonhando em como será o "país do futuro".
Lourenço Lam
São Paulo, SP

O Brasil é, sim, o país do futuro! Ignorantes são aqueles que buscam comparações entre nosso país e países da Europa, por exemplo; lembrem-se: o Brasil acabou de completar 500 anos de História. Infelizmente nossos governantes nunca agiram, só reagiram. Esperam o problema vir à tona para começar a pensar em sua solução. O presidente FHC vem fazendo um ótimo governo se comparado a seus antecessores, mas ele sozinho não chega a lugar nenhum. Se os partidos parassem de buscar somente seus interesses e trabalhassem com o mesmo ideal, talvez o país conseguisse sair do buraco, mas até isso acontecer vão mais 500 anos.
Thiago Bedim de Mello
bedola@hotmail.com

Meus avós, que moram no Rio de Janeiro, sempre fizeram uma economia de energia que a todos parecia absurda: só usam lâmpadas de 40 velas, raramente ligam o ventilador no verão, nunca cogitaram comprar um aparelho de ar condicionado ou um microondas e sempre se sentiram orgulhosos de sua economia. Agora, eles recebem a notícia de que terão de diminuir seu gasto em 20% e ainda pagar taxas mais altas. Foi isso o que eles ganharam por fazer sua parte?
Helen de A. Dias
Joinville, SC

Todos os anos temos o famoso horário de verão, e no final somos informados de que houve uma economia de energia da ordem de 1,0%. Não sou expert em energia e não sei se há uma relação direta entre esse 1,0% do horário de verão e os 20% atualmente mencionados pelas autoridades, mas, se houver, sou levado a concluir que ou há algo de errado nas informações que foram passadas ou estamos realmente com a corda no pescoço.
Luís Mitsuo Katayama
São Paulo, SP

 

Claudio de Moura Castro

Excelente o Ponto de vista (6 de junho) de Claudio de Moura Castro. Concordo que não só os estudantes, mas também os profissionais, devem buscar uma preparação "extraclasse" para ter uma carreira sólida. A disciplina, o esforço e a dedicação precisam ser incluídos em nossa rotina.
Kélvia A. Bersácula Cruz
Cachoeiro de Itapemirim, ES

Excelente a lembrança dos verdadeiros ídolos nacionais! O povo brasileiro precisa "cair na real" e deixar de lado essa apologia a tigrões, cachorronas, popozudas, tchutchucas e outras coisas mais. A cultura de uma nação não se faz por meio de apelos sexuais, mas pela determinação, dedicação e garra.
Juraci Vieira Telles Pinto
São Paulo, SP

Sou leitor assíduo da coluna de Claudio de Moura Castro, mas discordo do economista no artigo da última semana. Ele ignora todos os outros tipos de inteligência conhecidos e demonstrados pela ciência. Se a criança não oferece um desempenho quantitativo na escola não deve ser reconhecida por suas outras habilidades? E se reprovar, é caso de polícia?
Sidney Reinaldo Morato de Melo
Goiânia, GO

 

James Waldroop

Parabéns a VEJA pela excelente entrevista ("Lições do fracasso", Amarelas, 6 de junho) com o professor James Waldroop. Um verdadeiro manual de psicologia empresarial, que deve ser lido por todos aqueles que almejam sucesso no trabalho e na vida.
Evy Klein Messas
São Paulo, SP

Formidável ver uma sensacional entrevista sem sensacionalismo. Certamente, se aplicarmos as sábias lições de James Waldroop, estaremos melhorando nossa qualidade de vida e contribuindo para um país melhor.
Dolavete Campelo de Lemos Bertolli
Curitiba, PR

A entrevista é um incentivo para encarar sem medo oportunidades e novas experiências, bem-sucedidas ou não, que a vida profissional pode oferecer, procurando aprender com os erros e assim buscar a eficiência desejada.
Mara Barroso Primo
Belém, PA

 

Saúde

Achei muito oportuna a matéria sobre alimentação nas empresas. Como nutricionista da área de emagrecimento, percebo a dificuldade que os pacientes têm de fazer escolhas alimentares adequadas na hora do almoço, pois vêem o refeitório da firma como um autêntico restaurante, com direito a excessos que seriam aceitáveis apenas nos fins de semana. Acredito que campanhas de esclarecimento sobre valores nutricionais da refeição nas empresas são sempre bem-vindas ("Trabalhar engorda", 6 de junho).
Renata Giudice de Oliveira
São Paulo, SP

 

Antonio Carlos Magalhães

VEJA nos mostra (para quem perdeu a renúncia ao vivo pela TV ou economizou energia) como um aproveitador ou feitor de dossiê queria fazer pose de vítima na tribuna do Senado, e nos revelou através das fotografias, na reportagem desta semana, que ACM sempre esteve no poder, desde o tempo da ditadura militar. Ele é vítima, sim, de seu próprio erro, mania de grandeza e de poder, e queria ditar o futuro político de seus afetos e desafetos. Isso é só uma outra lição de vida, porém quem aprende não faz mais ("Meu mundo caiu", 6 de junho).
Amauri Campos Matos
Maceió, AL

Dado o tom irônico, profético e ácido de seu longo discurso de renúncia, espertamente bancando o injustiçado e o traído à moda do imperador romano César (renunciando, enfim, para evitar a punhalada final dos colegas senadores, cassando-lhe o mandato), disparando inúmeros petardos venenosos contra seus arquiinimigos, o agora ex-Rasputin do Planalto e ex-todo-poderoso ACM mostrou que nem em sonho cogitava deixar a política, muito menos que se sentia um homem derrotado. Será que fará falta? Certamente. Nunca mais a TV Senado será tão divertida de assistir e os jornais tão aguardados para ler.
Gustavo Henrique de Brito A. Freire
Recife, PE

Aproveito este espaço para mostrar minha revolta com a nossa vergonhosa legislação. É inaceitável permitir que um político safado e desonesto possa livrar-se de qualquer punição pelas falcatruas que comete no poder simplesmente renunciando ao mandato. Ele deveria ser afastado (e sem receber salário) assim que qualquer denúncia surgisse. Depois de o caso apurado, o cargo seria a ele devolvido se fosse inocente, e quem o denunciou injustamente é que seria punido em seu lugar. No mais, lamento que ainda existam pessoas que tenham a coragem de reconduzir tais políticos ao poder.
Cassiano Ricardo Martins de Souza
Itapagipe, MG

 

Ciência

Se levarmos em conta aquele Deus da Bíblia, que criou o mundo em seis dias, que num passe de mágica transformou um monte de barro em uma criatura humana, que revogou suas próprias leis e aceitou sacrifícios para glorificar a si mesmo, não será hoje nem em 1 milhão de anos que a ciência e a religião se entenderão. Considerando que as leis que regem tudo no universo são leis divinas, poderemos afirmar que a ciência será a religião do futuro ("Em busca de Deus", 6 de junho).
Raimundo Carvalho dos Santos
Guanhães, MG

 

Gente

É realmente algo curioso: como é que uma menina fica sem calcinha numa manifestação na frente do Planalto e diz que escondeu os seios para não ficarem dizendo que ela queria aparecer? Não entendi essa (Gente, 6 de junho).
Hid Hishinuma
Niterói, RJ

Fiquei surpresa quando li a nota sobre o protesto da estudante Carla Santos, presidente da Ubes. Sua atitude foi extremamente imatura e, com certeza, não atingiu os objetivos pretendidos, aos quais ela chama de "uma causa". Existem outras maneiras muito mais eficazes e sadias de protestar. É de causar vergonha aos estudantes saber que estão sendo representados por uma pessoa que não mede as conseqüências dos próprios atos.
Denise Correia Fernandes
denise_cf@uol.com.br

 

Roberto Pompeu de Toledo

Concordo com Roberto Pompeu de Toledo. Pobreza não é sinal de falta de educação (Ensaio, 30 de maio).
Míriam Figueiredo da Silveira
miriam.silveira@bol.com.br

 

Agrippino de Paula

O senhor Agrippino de Paula é mais um cidadão que foi esquecido pelo povo brasileiro. Parte de seu anonimato é devida ao fato de ele sofrer de esquizofrenia; como conseqüência, vive isolado em sua casa, mantendo portas e janelas fechadas para o mundo externo. Mas nem todo o seu anonimato é conseqüência de sua doença. É também resultado da falta de cultura da população de nosso país (Perfil, 30 de maio).
Diego Oliveira da Paz, Francisco Oliveira Villarreal
e
Renan Santos Araujo
Ilha Solteira, SP

 

Diogo Mainardi

Tenho de repudiar o comportamento de Diogo Mainardi em sua coluna de 30 de maio ("Berlusconi, um brasileiro"). Apesar de também viver fora do Brasil, não sinto enjôo com o que está se passando em nosso país. São coisas da democracia. Fatos similares acontecem em muitos países. Graças a Deus temos uma imprensa que está atenta e denunciando todas as barbaridades, não só brasileiras, como mundiais. Deixei grandes oportunidades passarem em minha vida profissional aqui, nos Estados Unidos, por não aceitar a cidadania americana e continuar brasileiro, e com orgulho de minha nacionalidade. Viver na Itália, criticar italianos, brasileiros, e todo o mundo é muito fácil e conveniente. Voto em todas as eleições no Brasil. Se não posso no consulado, vou pessoalmente participar das eleições em meu país. Continuo prestigiando nosso Brasil e faço tudo que posso para promover e incentivar o turismo a nossa bela pátria. Temos muita gente honesta que não é notícia, inclusive muitas pessoas públicas que são honradas.
Ciro Batelli
Las Vegas, Nevada, Estados Unidos

Rechaço o jogo de palavras do senhor Diogo Mainardi que, em artigo sem conteúdo, refere-se, com destaque, a mim. O texto é bonitinho, mas ordinário. Não instrui os leitores. Pior, querendo proibir-me de citar Montesquieu, um dos maiores teóricos da democracia, ofende a mim, ao autor e à Constituição brasileira, que, se ele não leu, garante a livre manifestação do pensamento, inclusive em textos vazios como o dele. Não o condeno por nunca ter lido O Espírito das Leis. Nem por isso tem o direito de expor sua frustrada vocação para ditador. Deixa logo claro: se tivesse poder, sairia proibindo o que não deve. Santa ignorância. VEJA bem que poderia selecionar melhores articulistas ("Esse Waldeck Ornélas...", 6 de junho).
Senador Waldeck Ornélas
Brasília, DF

 

Radar

Lamentavelmente, surpreendemo-nos com o teor da nota "Amigos do plim-plim" (Radar, 30 de maio), que sugere, maldosamente, que a Fundação Abrinq estaria flexibilizando seus critérios de reconhecimento das Empresas Amigas da Criança a fim de favorecer a Rede Globo de Televisão. Os novos critérios para a concessão do selo "Empresa Amiga da Criança" nada têm a ver com a questão do trabalho infantil em atividades e produções artísticas. De fato, a Rede Globo, de forma pioneira no setor de televisão e radiodifusão, solicitou seu credenciamento como Empresa Amiga da Criança. Estou certo de que a própria MTV, do Grupo Abril, se interessará por utilizar esses elementos definidos por uma entidade reconhecidamente séria, honesta e isenta, como a Fundação Abrinq. Reafirmamos que nosso único compromisso é com a infância e a adolescência. E é o respeito a esse compromisso que tem garantido à Fundação Abrinq, ao longo de seus onze anos de existência, a credibilidade e confiança da sociedade brasileira. Em respeito ao leitor e à integridade da Fundação Abrinq, solicitamos a retificação da nota da seção Radar na próxima edição.
Hélio Mattar
Diretor-Presidente da Abrinq
São Paulo, SP

 

VEJA Recomenda

A Embaixada da Rússia sempre foi assinante fiel da revista VEJA. Após dois anos no Brasil, passei de uma simples leitora de VEJA a aficionada. Surgiram autores e colunas favoritas, em especial as dedicadas à literatura e à arte. Nesse contexto, gostaria de manifestar gratidão pela publicação da nota relativa à nova edição no Brasil do romance Crime e Castigo, de Dostoievski, com tradução feita diretamente do russo (6 de junho). Na minha opinião, esse romance é o mais acessível ao leitor brasileiro, à sua compreensão e ao seu temperamento. Escrito em gênero de romance policial, é fácil de ler, não obstante mergulhe nas emoções e nos sentimentos mais complicados das personagens, nos abismos e mistérios da psicologia humana. Existem coincidências felizes. Por exemplo, sua publicação e a exibição no cinema brasileiro do novo filme russo A Boda. Os críticos receberam-no com admiração. Eu, pessoalmente, assisti à reação do auditório. O espectador está tão comovido com o que viu que fica sentado em uma espécie de pasmo.
Eugênia Gromova
Embaixatriz da Rússia
Brasília, DF

 

Justiça

Como estudante de direito fiquei admirado com a inusitada decisão proferida pelo juiz estadual Manuel Banales, nos Estados Unidos. Entendo que tal atitude deveria ser vista "com bons olhos" por nossos magistrados da esfera criminal. A mensagem "Perigo. Aqui vive um molestador sexual" pode ser uma boa medida para evitar que esses condenáveis delitos contra a liberdade sexual continuem crescendo demasiada e assustadoramente em nosso país. ("Vergonha pública", 6 de junho).
Diogo Monteiro Soares

 

 

A VÊNUS DE VEJA

A capa de VEJA da semana retrasada foi inspirada na obra O Nascimento de Vênus, do pintor renascentista Sandro Botticelli. Muitos leitores ficaram encantados com o resultado e quiseram saber detalhes de sua produção. A foto é de Zeca Rodrigues e a produção, de Ina Rodrigues. A modelo é Ana Rúbia França, da agência UMA. Ela tem 20 anos e nasceu em Ituporanga, em Santa Catarina. O trabalho de produção da capa e a comparação da foto com a obra de Botticelli podem ser vistos no site de VEJA (www.veja.com.br), em Especiais on-line.

 

O RACIONAMENTO DE ENERGIA

O racionamento de energia, tema de capa de VEJA ("Blecaute!", 16 de maio), vem tirando o sono dos leitores, que manifestam suas dúvidas em correspondência à redação. Não existem certezas sólidas sobre os tópicos abordados. VEJA repassou as questões de alguns leitores para a Eletropaulo. Abaixo, as respostas da companhia energética de São Paulo, que valem também, na maioria dos casos, para outros Estados.

P - Com relação às multas, onde será aplicado o dinheiro arrecadado?
(Claudio Henrique Arruda Rodrigues, de São Paulo).

R- O dinheiro irá para as concessionárias e deverá ser utilizado para pagar bônus a quem economizar acima do previsto.

P- Como será calculado o bônus para quem superar a meta de 20%?
(Marcos Antonio Bosi, do Rio de Janeiro).

R- Haverá um bônus de 2 reais para cada real economizado para quem consome até 100 quilowatts e até 1 real para cada real economizado para aqueles que consomem acima de 100 quilowatts. Esse bônus poderá ser pago por meio de crédito a ser lançado nas contas seguintes. O bônus dependerá da arrecadação com a sobretaxa.

P- O que vai acontecer se alguém alcançar uma taxa, digamos, de 18% ou 19% de redução? Terá a luz cortada?
(Carlos Domingues, por e-mail).

R- Quem não atingir a meta de 20% de economia estará sujeito ao corte de energia. Mas o corte pode não ocorrer por incapacidade operacional da concessionária.

P- Minha mãe sofre de enfisema pulmonar e desde o final do ano passado tem de usar um concentrador de oxigênio que fica ligado à eletricidade 24 horas por dia. Gostaria de saber se o governo vai desligar a luz da casa dela deixando-a morrer com falta de ar em nome da economia de energia.
(Carlos Eduardo Barretti, por e-mail).

R- Casos como este serão tratados como exceções. O usuário deverá apresentar recurso à concessionária para garantir a isenção do cumprimento das metas.

 

O NARIZ DE BOLINHA


A capa da semana passada ("O que mais falta acontecer?", 6 de junho) – que trouxe a foto de um modelo com nariz de palhaço – provocou reações extremadas. "A capa está fantástica. Sinto-me exatamente como aquele 'palhaço' ", escreveu José Roberto Bassinello. Marie Josette acrescentou: "Amei a capa, mas tenho uma reclamação: vocês deveriam ter mandado um nariz de palhaço junto com a revista. Seria fantástico se o Brasil inteiro saísse na segunda-feira com a bolinha no nariz". Do Rio de Janeiro, Jacqueline Adam opinou: "Nunca se expressou tão bem o estado de ânimo de todo o povo brasileiro". A leitora Edna Maria Campana Moreira, bem-humorada, ironizou: "Ao ver a última capa fiquei muito feliz. Sabia que meu dia de Gisele Bündchen chegaria. Ao reconhecer meu retrato, saí mostrando, orgulhosa, para todo mundo". O leitor Godofredo Soares foi um dos poucos a reclamar: "Mesmo correndo o risco de ser considerado um 'chato', não posso deixar de criticar a capa e sua chamada".

 

CORREÇÃO: A pesquisa sobre a popularidade de Fernando Henrique Cardoso feita pelo Instituto Sensus foi encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). ("O país está muito zangado", 6 de junho).

 

 
 
   
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