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"Quando
é que terão coragem de mandar todos esses
fraudadores para a cadeia e fazê-los devolver
todo o fruto do roubo?"
Humberto Lins Ferreira
Avaré, SP |
Sudam
Excelente a reportagem sobre a roubalheira na Sudam. Fico
pensando no que seria deste país se não houvesse
a eterna vigilância de VEJA e de toda a mídia
comprometida com a lisura ("Abriu-se o covil da Sudam",
11 de abril).
Maria de Lourdes Dias Carvalho
pradi@brfree.com.br
A
desfaçatez maior é haver pessoas que elegem
e reelegem os que surrupiam o dinheiro público. A
Sudam está mais aromatizada que o mercado Ver-o-Peso
às 4 da tarde.
José Pacifico de Vasconcelos
pacificp@uol.com.br
Em
quase todos os nossos serviços públicos há
corrupção. Eu me sinto envergonhado de ser
funcionário público, mas durmo com minha consciência
tranqüila.
Francisco C. R. Bizio
São Paulo, SP
Oscar
Niemeyer
Seria bom se todos os cristãos fossem tão
comunistas como o comunista Niemeyer é cristão
(Perfil, 11 de abril).
Antônio de Pádua Carneiro
Brasília, DF
Moro
em Brasília e acho as obras de Niemeyer um deleite
para os olhos (apesar do prédio novo da OAB, que
deixou a desejar). Pela reportagem, percebi-o como um bom
homem, também. Além do mais, a atitude da
revista lembra que não devemos esperar que as pessoas
morram para homenageá-las.
Paulo "Black" Rená
paulo_black@uol.com.br
Infelizmente,
esse senhor tão inteligente e criativo não
devia preocupar-se com o fato de que um dia terá
de morrer, mas sim com onde passará a eternidade!
Waltraud Dressler
São Bernardo do Campo, SP
Astronomia
Li a reportagem "A fúria do Sol" (11 de abril) e
achei muito interessante. A astronomia deveria ter maior
espaço na revista e em toda a imprensa nacional,
já que é um tema de muito interesse e curiosidade.
É uma pena que nós, brasileiros, não
tenhamos podido ver as magníficas auroras austrais
e boreais que enfeitaram o céu de algumas partes
do mundo.
Raphael Soeiro
Santo André, SP
Luiz
Felipe de Alencastro
Parabéns ao historiador Luiz Felipe de Alencastro
por nos dar a oportunidade de conhecer melhor o legado de
Santo Agostinho. Uma luz em meio a tantas denúncias
de corrupção (Ponto de vista, 11 de abril).
Evy Klein Messas
São Paulo, SP
Diogo
Mainardi
Desde a pessoa sem perspectiva até o afortunado,
o desejo mais íntimo do brasileiro é subtrair
o bem alheio, podendo ser este privado ou público.
Temos a mania de acreditar que todos os que são ricos
tiveram necessariamente de lesar alguém. Não
nos passa pela cabeça que talvez essa pessoa tenha
trabalhado muito para chegar aonde está. Ou talvez
não queiramos acreditar nisso, pois temos vergonha
do trabalho, queremos apenas um emprego, herança
colonial (Diogo Mainardi, 11 de abril).
Sergio Castresi de Souza Castro
São Paulo, SP
Diogo
Mainardi é lúcido e não faz a costumeira
demagogia daqueles que se expressam publicamente. Se todos
tivessem a coragem de opinar, apontando o que há
de errado neste país, incluindo o povo, estaríamos
vivendo bem melhor. Abaixo a demagogia, a hipocrisia, a
patriotada e o pseudonacionalismo. Minha leitura de VEJA
começa sempre pela página de Mainardi.
Luiz A. E. Vilela
laeville@uol.com.br
Gostei
muito da coluna da semana passada. Eu penso que a principal
"justificativa" do povo brasileiro para atos desonestos
(qualquer um e em qualquer grau) é o discurso do
injustiçado. É só prestar atenção:
quando alguém tem de falar sobre seus atos ilegais
(fraudes, subornos, furtos etc.), a culpa principal nunca
é dele. Nas entrelinhas, ele diz: "A sociedade, o
governo, a burguesia não ligam para mim, então
eu vou ser desonesto mesmo, porque sou um pobre coitado
sem oportunidades, e o pobre coitado só pode se dar
bem na desonestidade".
Elida Sanajoti
elidasanajoti@uol.com.br
Hipertexto
Sobre o site portaldoscontratos.com.br ("Mais rápido",
11 de abril), quero dizer que os contratos devem ser analisados
e feitos pelas partes com ajuda profissional, visando a
minimizar riscos. Além disso, existem outros sites,
como universojuridico.com.br, que disponibilizam gratuitamente
modelos desse tipo de documento. O maior problema dos contratos
é a ausência de previsão de contingências
e a promessa de algo difícil de realizar.
Rogério dos Santos Ferreira Gonçalves
São Paulo, SP
Arc
Não
seria mais correto dizer que as grandes empresas é
que são responsáveis pelo grande consumo de
energia e, conseqüentemente, pelo racionamento... É
o preço do progresso, do ar refrigerado, da produtividade,
da ganância etc. ("Arc e o racionamento", 4 de abril).
Leandro do Nascimento Redivo
lnredivo@aracruz.com.br
Arc,
sabe aquele aparelho chamado telefone? Pois é, antigamente
havia campanhas para que o distinto público economizasse
nas ligações. Era um serviço público,
com investimento limitado, troncos congestionados. Hoje,
depois da privatização, ninguém pode
imaginar uma empresa de telecom fazendo campanha para reduzir
sua utilização. Com a energia elétrica
deveria ser o mesmo.
Affonso Romero
afromero@bridge.com.br
Querido
Arc: você só vai compreender o Brasil no dia
em que visitar uma gafieira famosa no Rio de Janeiro. Lá,
na maior das paredes, está o aviso: "É proibido
dançar agarrado, mas se quiser pode". No mais, fique
por aqui e até invista um pouco, quem sabe? Temos
500 anos para preparar uma nova caravela e jogá-la
ao mar. Desta vez, vai. Quer dizer, talvez, esperamos, Deus
ajude.
Valmira Gonçalves Fernandes
babira-babum@openline.com.br
Arc,
parabéns por sua simplicidade ao resolver as coisas
e tentar mostrar que não há dificuldade nenhuma
em mudar o nosso país, que só depende da vontade
de cada um e de um "empurrãozinho" seu.
Leonardo Arduino Marano, 15 anos
Ribeirão Preto, SP
Português
x inglês
Hoje,
com toda a informatização e globalização,
as pessoas estão escrevendo mais errado do que nunca.
Visite uma sala de bate-papo na internet para ver. Sou professora
de português e inglês no Estado de São
Paulo e percebo que a realidade dos alunos é muito
distante da era da informática. Estatisticamente
é muito pequeno o número de pessoas que conhecem
essas palavras estrangeiras espalhadas pelas grandes metrópoles.
Meu avô tinha um vocabulário riquíssimo
e invejável da nossa língua sem sequer conhecer
o inglês. Países de Primeiro Mundo, como a
França e a Bélgica, têm o maior orgulho
em usar seu idioma e nem por isso pararam de crescer. Temos
de valorizar a nossa língua tão rica e saber
usar o inglês na hora certa (Sobe e desce, 4 de abril).
Cristina De Carli
criscarlimonaco@hotmail.com
Kurt
Masur
Brilhante
a entrevista com Kurt Masur. Nela se percebem a grandeza
e o exemplo de vida que é esse maestro, por amar
seu trabalho, não desistindo ao primeiro obstáculo
(Amarelas, 4 de abril).
Tássia Andrade
São José do Rio Preto, SP
Interessante
a iniciativa de fazer uma entrevista com o reputado maestro
alemão. Qualquer líder sempre tem muito que
ensinar. Contudo, faltou uma indispensável pergunta:
"O que o senhor diria para jovens que, como o seu filho,
querem ser músicos eruditos hoje?"
Rodrigo Zen
Brusque, SC
Jesus
Cristo
Brilhante a abordagem da reportagem "A última face
de Cristo" (4 de abril). Especialmente para quem sabe que
o Sudário que é guardado em Turim, de fato,
é autêntico. Embora não dimensione a
fisionomia de Jesus, ele demonstra mais o inchaço
de seu rosto que os cabelos longos.
José Vicente de Andrade
Belo Horizonte, MG
Essa
nova imagem do rosto de Cristo é no mínimo
ignorância religiosa e científica. Está
aí para quem quiser ver o rosto do Cristo "gravado"
no Santo Sudário. Esse rosto feito por computador
não transmite a paz, o amor e o olhar do filho de
Deus.
Walter Djanikian
Lins, SP
Ao
ignorar a importante reconstituição do que
poderia ser o rosto de Jesus e aceitar o "manto sudário"
como sendo o que cobriu Jesus, a Igreja Católica
prova mais uma vez que continua defendendo suas verdades.
Acharam o tal manto, a imagem era parecida com a do rosto
de Jesus retratado fantasiosamente pelos pintores e saíram
alarmando que aquele era o manto que cobriu seu corpo. A
Bíblia traz, sim, algumas referências
ao aspecto pessoal do filho de Deus, as citações
sugerem um Cristo como um homem de aparência fisicamente
comum à região em que viveu ("Isaías
52" e "S. Lucas 22,47"), o que seria impossível se
ele tivesse essa imagem que os pintores renascentistas retratam
em suas obras.
Alessandro da Silva Souza
São Vicente, SP
Não
podemos dizer que exista uma face definida de Cristo, porque
cada indivíduo o vê de forma diferente. Uma
imagem não alteraria nossa fé.
Giovana Cristina Gonçalves
Simone Regina Nieves
São Caetano do Sul, SP
Cristovam
Buarque
O professor Cristovam Buarque, em que pese o fato de ser
um humanista digno de respeito, reiteradas vezes como governador
se arvorou em absolutista e descumpriu a lei. Num país
onde índios sitiam gabinetes e se pretende invadir
a fazenda do presidente, que aliás é chamado
de FHC por qualquer moleque, a punição é
pertinente. No exercício do cargo, o exemplo de desobediência
coloca em risco a segurança nacional ("A face injusta
da Justiça", 4 de abril).
Alice de Carvalho Martins Alves
Brasília, DF
Parabenizo
o articulista Sérgio Abranches pela sensatez com
que expôs "as duas faces" da Justiça brasileira,
ao comentar a absurda condenação do nosso
ex-governador Cristovam Buarque, o único político,
por sua honestidade e dignidade, de que o Distrito Federal
realmente pôde orgulhar-se em seus 41 anos de existência.
Tamara Socolik
Brasília, DF
Com relação à condenação
de Cristovam Buarque, não só protestei, em
nome do PT, como publiquei, indignado, artigo no jornal
Correio Braziliense, o que ocasionou controvérsia
pública com a Associação dos Magistrados
do Distrito Federal. Fui ao presidente do TSE e no dia 24
de abril faremos um ato de desagravo a Cristovam Buarque,
em Brasília.
José Dirceu
Presidente
nacional do PT
São Paulo, SP
Gustavo
Franco
Até que enfim alguém fez uma proposta sobre
a qual os cidadãos queriam ouvir. Estamos cansados
desta pouca-vergonha que se chama FGTS, FAT etc. Quero ser
o responsável pela administração de
meus recursos financeiros (Em foco, 11 de abril).
Marcelo Cesar Martins
marcelo.martins@telemigcelular.com.br
Massagem
Achei magnífica a idéia de ter máquinas
de massagem em lugares como supermercados, onde as pessoas
geralmente estão sob tensão e com pressa.
É uma bela jogada de marketing. Com certeza todos
ficaram curiosos para experimentar os jatos de água
no corpo! Massagem já é uma terapia nacional,
e as empresas fazem muito bem em investir nela, ainda mais
em um país como o Brasil, em que as pessoas adoram
promoções e brindes grátis ("Vou à
massagem e já volto", 11 de abril).
Cristina Alessi
Jaboticabal,
SP
As máquinas Aquamassage estão instaladas em
sua maioria em clínicas médicas, ortopédicas
e hospitais. Aquamassage não pretende tirar o profissional
de cena, e sim auxiliá-lo no trabalho pesado de dissolução
dos nódulos de tensão muscular.
Joaninha Martini Kuchkarian
Diretora
info@aquamassage.com.br
Saúde
Sobre a reportagem "Uma discussão que começa"
(11 de abril), que fala do papel da gordura alimentar na
aterosclerose, é discussão que vem acontecendo
em revistas científicas há quase trinta anos,
com muitos céticos, entre os quais meu antigo mentor
E.H. Ahrens Jr., da Rockefeller University, falecido alguns
meses atrás e largamente citado por Gary Taubes.
O centro da questão é que os testes feitos
em populações humanas são de enorme
complexidade. Devido à diversidade de nossa alimentação
e aos nossos hábitos sociais, é difícil
modificar um componente, com o total de gordura e seus vários
tipos, sem afetar os demais, além do fato de que
não nos comportamos como dóceis animais de
laboratório. Porém, que a reportagem de VEJA
não nos distraia da evidência inquestionável:
valor alto de colesterol total do sangue contribui para
a aterosclerose precoce, e a redução substancial
do nível de colesterol diminui comprovadamente a
freqüência tanto de mortalidade quanto de infarto
do miocárdio.
Eder C.R. Quintão
Professor
titular de endocrinologia e chefe do Laboratório
de Lípides do Hospital das Clínicas da Faculdade
de Medicina da USP
equintao@terra.com.br
Pesquisas
incontestáveis comprovam exatamente o contrário
das absurdas conclusões do jornalista Gary Taubes
sobre a gordura não ser prejudicial à saúde.
Henrique Suplicy
Professor
de endocrinologia e metabologia da Universidade Federal
do Paraná
Curitiba, PR
Os americanos são sempre radicais nas discussões
quanto à dieta: ou tudo sem gordura (doutor Ornish)
ou tudo só gordura (doutor Atkins). Um debate em
que só cabem duas posições extremas
sobre um assunto que permite tantos matizes quanto são
os países, as culturas e os hábitos alimentares
existentes fica deveras empobrecido. Onde está o
bom senso de nosso velho e querido feijão com arroz?
José Pedro Jorge Filho
Belo
Horizonte, MG
Música
Taí... gostei de saber que as "garotas encrenqueiras"
estão incomodando a ponto de receber uma matéria.
Prazer em conhecer meninas que buscam um contraponto para
as patricinhas, cachorras e popozudas, questionando, quebrando
regras e sustentando uma ideologia que passa ao largo de
quadris, seios e silicone. Acho que merecemos jovens que
se proponham a discutir absorventes, sim! A história
nos prova que a criatividade é fundamental para o
processo de transformação e quebra uma apatia
muitas vezes confundida com o se sentir confortável
na contemporaneidade ("As superpoderosas", 11 de abril).
Suzana Neves
Rio
de Janeiro, RJ
CORREÇÕES: Na seção
Veja essa (11 de abril), a foto que ilustra a frase do ministro
do Interior russo, Vladimir Rushailo, é na verdade
do ministro da Defesa, Sergei Ivanov.
Na nota "Jogo livre em Camboriú"
(Contexto, 11 de abril), o correto seria dizer que o fotógrafo
Antonio Milena, de VEJA, esteve no Marambaia Cassino
Hotel no dia 30 de março, não de abril.
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SUPERJUMBO
AP Photo/Airbus Industrie

A380:
o gigante da Airbus |
Alguns leitores escreveram para dizer que a foto publicada
na reportagem "Mais alto e mais rápido" (4
de abril) não é do avião gigante
A380, da Airbus (foto). Eles estão certos.
A foto é do modelo A340, da mesma empresa.
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NÃO
TEM NADA A VER
Joao Ramid

Tucuruí:
Figueiredo, Cals e Jader |
A reportagem "A Camargo Corrêa ganhou na loteria"
(28 de março) foi ilustrada por uma foto que
chamou a atenção de alguns leitores.
Nela, durante a inauguração da primeira
turbina da hidrelétrica de Tucuruí (obra
que começou há 25 anos, consumiu quase
10 bilhões de reais, mudou 29 vezes, mas teve
uma só licitação), são
flagrados o último presidente militar, general
João Figueiredo, e seu ministro das Minas e
Energia, César Cals. "Quem aparece na foto
ao lado do então presidente João Figueiredo?",
pergunta Rafael Possik, de São Paulo. "Ele
mesmo, o hoje senador Jader Barbalho", o próprio
Rafael responde. "Na frente, inclusive, do ministro
Jarbas Passarinho", completa Antonio Duarte, de Santos,
São Paulo. Os leitores demonstram muita atenção
aos detalhes, mas não há o que estranhar
na presença de Jader Barbalho em Tucuruí.
O atual presidente do Senado era governador do Pará
na época, o que explica sua participação
na cerimônia.
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ROUBAR
É...
Na
semana passada, Diogo Mainardi perguntou aos leitores:
"Por que roubamos tanto?" Algumas respostas: "O brasileiro
rouba para não ficar para trás, para
sentir-se esperto" (Leandro Mello, Santa Maria, Rio
Grande do Sul); "É uma forma de protesto" (Alvaro
Melo, Rio de Janeiro); "Talvez seja um mau costume
herdado" (Luiz Inácio de Lima Neto, João
Pessoa, Paraíba); "É a cultura cleptomaníaca
do brasileiro" (Deborah Masseto, Campinas, São
Paulo); "É o 'exemplo' que nos é passado"
(Luciano Lamberti, por e-mail); "É a pobreza,
a falta de instrução e a desigualdade
social" (Vinicius Paiva, por e-mail).
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