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Vivendo das sobras

AP

Clinton anda de elefante na Índia: saudade dos aplausos


Em Nova York, onde vive enfurnado em casa, desviando-se dos escândalos derradeiros e na prática separado de Hillary (a senadora mora e trabalha em Washington), ele amarga a distância do poder. Mas é só ouvir aplausos que Bill Clinton se revigora. Na Índia, na semana passada, o ex-presidente americano ressurgiu como o proverbial pinto no lixo: andou de elefante, cantou e dançou com crianças em um orfanato, ganhou guirlanda e chuva de flores. Para a visita, de caráter humanitário (ajudar as vítimas do último terremoto), Clinton abriu mão do cachê que agora cobra em viagens ao exterior: 250.000 dólares.

 

Comandante ganha batalha de egos

 
AP

Costner e Fidel: olheiras no dia seguinte

Empenhado que está em abrir a mente dos líderes mundiais com seu filme Thirteen Days, sobre a crise dos mísseis nos anos 60, o ator Kevin Costner foi desfilar o ego em Cuba justamente diante de um profissional do ramo: Fidel Castro, um dos personagens do episódio. Levou o banho habitual. Fidel convocou-o ao Palácio da Revolução, submetendo-o a sete horas (em horas-Fidel, coisa de minutos) de conversa. "O presidente ficou identificando cenas e pessoas", disse no dia seguinte, com olheiras e cara de cansado. As críticas, até lá, foram desfavoráveis. "Com mais diálogo que ação, o filme faz o espectador dormir", avaliou a agência Prensa Latina.

 

O empurrão final foi no sentido literal

Marcello Tinoco

Carla: rasteira e chute do colega Compadre

Passados três anos de muita plástica e pouco palco, Carla Perez, 23 anos, revelou o empurrão final para sua saída do É o Tchan: uma rasteira e um chute do Compadre Washington, 39, o cabeça do grupo. A agressão aconteceu no meio de um show, por uma discussão boba. Na mesma noite, com um convite já no bolso para ser apresentadora de TV, Carla pediu as contas. Dando mais uma contribuição para a elegância do debate, Washington afirma que ele é que foi agredido pela moça. "Só se, para um homem do tamanho dele, o empurrão de uma mulher é agressão", devolve Carla.

 

 

 

O herói não fica com a macaca

No filme que vai estrear no final de julho, a bela atriz inglesa Helena Bonham Carter parece uma macaca – e continua uma graça. De roupinha moderna, cabelo fashion e maquiagem caprichada, Helena é uma chimpanzé sexy na refilmagem de O Planeta dos Macacos, e com seu charme encanta Mark Wahlberg, que faz o astronauta perdido vivido por Charlton Heston na versão original. Mas, ainda que os tempos tenham mudado, o flerte não avança: neste Planeta, como no primeiro, a macaca e o humano só trocam um único e rápido beijinho. A cena de sexo entre espécies não foi para a versão final.

 

Lacuna repreenchida

Em 1999, a atriz Pamela Anderson, 33 anos, dez deles dedicados a inflar o peito com silicone, consternou os fãs com a decisão de diminuir as próteses. O notório talento artístico dela não bastou para suprir a lacuna. Nas últimas semanas, Pamela tem mostrado – ostensivamente, como é de seu feitio – que siliconar é bom e ela gosta. A primeira exibição dos returbinados atributos foi em uma festa pós-Oscar, onde a loira, um tanto trôpega, vestia uma microblusa que teimava em não fechar. Na terça-feira, decotou-se toda outra vez para um show em Nova York. Está mais Pamela do que nunca.

 

Rápido e caro

Um milhão de dólares por segundo. Pelos cálculos do ex-tenista alemão Boris Becker, foi o que custou uma pulada de cerca com a modelo russa Angela Ermakowa: dos cinco segundos de sexo com ela na lavanderia de um restaurante de luxo em Londres nasceu a pequena Anna, para quem teve de depositar, a título de pensão, 5 milhões de dólares. "Estava totalmente bêbado", disse Becker em entrevista à TV alemã – pondo fim à bizarra versão de que nem conhecia Angela e de que a máfia russa roubou seu sêmen para chantageá-lo. O outro resultado da rapidíssima foi o divórcio de sua mulher, Barbara, com quem tem dois filhos.

 

Um gato autorizado

Selmy Yassuda

Yonne e a cabine da PM: iluminação


O bom observador que passar pelo belo casarão instalado na mais sofisticada avenida do Rio de Janeiro, a Vieira Souto, em Ipanema, verá um gato – um fio que liga o imóvel à cabine da Polícia Militar em frente. Neste caso, a ligação clandestina é autorizada. A dona da casa, a socialite Yonne Oliveira Castro, resolveu pagar a energia dos PMs. "Sem luz, os equipamentos de segurança da cabine não funcionavam. Eles então pediram para usar a luz de minha casa e eu consenti", diz Yonne, para quem a associação entre o público e o privado se justifica. "Todo mundo ganha", avalia.

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram: Aida Veiga e Consuelo Dieguez

 

   
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