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Primorosa
a reportagem sobre o lamentável atentado terrorista ocorrido nos
Estados Unidos. Além da cobertura e da análise completas
dos fatos, a maneira como a revista abordou o tema demonstrou sensibilidade
e visão pouco convencional, porém correta, da atual condição
dos Estados Unidos. Sua invejável democracia é o real motivo
pelo qual esse país é constante alvo de ataques. Como se
não bastasse, VEJA foi fantástica em sua promoção
publicitária em outdoors, excluindo o tradicional comentário
sobre a capa da semana para manifestar o sentimento de luto. É
por essas e outras que VEJA é a melhor revista do Brasil ("Este
mundo nunca mais será o mesmo", 19 de setembro). Por mais
que eu tenha lido nos jornais diários sobre o atentado terrorista
nos EUA, somente em VEJA encontrei a síntese dos acontecimentos
em toda a sua plenitude. Parabéns! Gostaria
de cumprimentar VEJA e toda a redação pelo que podemos chamar
de grande arquivo histórico. Eu, que sou quase vestibulando, fiquei
admirado com a capacidade com que os temas foram abordados. Essa edição
virará uma preciosidade daqui a alguns anos. Parabéns
pela reportagem, que esclarece aos brasileiros quem são e o que
pensam os muçulmanos, enfatizando que os radicais são minoria
entre eles. Espero que as minorias terroristas, que perpetram esse pesadelo
pelo mundo afora, matando milhares de civis, sejam banidas definitivamente.
Para o bem da humanidade. Antes de
11 de setembro de 2001, eu achava que fosse viver sem ter de assistir
a uma guerra, mas esse meu pensamento não tem mais fundamento.
Acredito que todos nós perdemos alguma coisa nesse dia. Ainda não
sei o quê, mas tenho certeza de que vamos descobrir mais cedo do
que a gente imagina. Quero cumprimentar
toda a redação pelo excelente trabalho feito na edição
especial, principalmente pelas reportagens "A descoberta da vulnerabilidade"
e "Escolas de terror". Não se pode subestimar a audácia
desses homens, que cada vez mais se mostram desrespeitosos com a vida.
Não sabem o valor que ela tem. Quem dera
a capa de VEJA fosse sobre mais um filme de ação entre tantos
que os americanos já exibiram, pois é muito duro acreditar
que aquilo é real e que milhares de inocentes perderam a vida por
causa de atitudes radicais de "pessoas" que dizem lutar por uma causa.
Eu me pergunto: será que em meio a tanta dor, calor e pó
elas se sentem saciadas, menos vazias? Isso apenas demonstra quanto esses
terroristas estão distantes de Deus. Se o homem
se empenhasse tanto em propagar a paz quanto se empenha em criar bombas,
armas e conflitos, hoje nem saberíamos o significado da palavra
terrorismo. O terrorismo
é um mal terrível que precisa ser banido da face da Terra.
Não se pode conceber que num mundo civilizado e democrático
haja espaço para que fanáticos, loucos e dementes protagonizem
cenas tão perversas como aquelas a que assistimos, ao vivo, na
cidade de Nova York. Mais uma mancha vergonhosa e abominável na
História da humanidade, nascida da intolerância, da ignorância
de uns poucos homens que se consideram deuses, donos da vida alheia, com
direito de julgar e condenar, ao acaso, milhares de pessoas inocentes.
O mundo não pode calar-se perante tanto horror e crueldade. É
preciso que os povos se unam para punir exemplarmente os culpados daquela
barbárie e nos livrar de mais esse perigo que paira sobre nossa
cabeça. Ninguém pode deixar de se indignar diante de um
ato tão covarde e mesquinho; diante da vingança cega contra
a humanidade. De repente, tantas vidas se perderam na fumaça em
troca de nada! Sou avesso
e refratário ao estilo de vida nos moldes medievais de alguns países
do Oriente Médio. Também considero medieval e tenho aversão
à justiça privada (leia-se com as próprias mãos),
que é defendida pelos EUA a título de retaliação.
Aqui em Miami
a situação é mais light, pois metade da população
é imigrante e o americano nativo já se acostumou com ela.
Mas recebo com apreensão notícias de que um brasileiro foi
espancado em Nova York e duas brasileiras foram agredidas a cusparadas
em Boston, em ambos os casos por terem sido confundidos com árabes.
Mais uma
vez, VEJA deu um show de informação. Gostaria de parabenizar
toda a equipe pela excelente cobertura do atentado a Nova York. É
gratificante saber que podemos contar com esse grande centro de informação.
VEJA, informação precisa no momento certo.
Excelente
o ensaio sobre uma possível Terceira Guerra Mundial, que chama
a atenção para a falta de um oponente à altura dos
EUA. Talvez seja justamente isso que venha a caracterizar a "primeira
guerra do século XXI": uma guerra contra um inimigo invisível,
organizado e espalhado por um território que abrange vários
países. O que assusta é o fato de que os integrantes dos
grupos islâmicos fundamentalistas, que representam esse formidável
oponente, não têm medo de morrer. Como combater indivíduos
que estão dispostos a sacrificar a vida para estar ao lado de Alá
após a morte (Ensaio, 19 de setembro)? Em meio à
profusão de sensacionalismo, alarmismo e outros "ismos" desencadeados
pelo ataque aos Estados Unidos, é um alento contar com o bom senso
habitual de Roberto Pompeu de Toledo.
Muito oportunas
as colocações do colunista Sérgio Abranches na coluna
Em foco da semana passada ("O vôo da águia vingadora"),
envolvendo os fatos concernentes aos atentados nos Estados Unidos. Esperamos
que a Presidência americana, pressionada pela opinião pública,
tome a decisão mais acertada, pois há o perigo de uma recessão
global e, o pior, usando as palavras de Bush, o risco da primeira guerra
do século XXI.
Muito bom
o artigo de Luiz Felipe de Alencastro ("A trilha do terror", 19 de setembro).
Perfeito o comentário de Morton Abramowitz sobre esse caipira caubói
texano que tomou de assalto a Presidência dos Estados Unidos numa
conturbada e ridícula eleição.
A morte
violenta do prefeito de Campinas foi "ofuscada" pelas notícias
dos atentados nos Estados Unidos, que, claro, mereciam ampla divulgação.
Mas irrita o pouquíssimo destaque dado à morte do prefeito
da segunda cidade mais importante do Estado de São Paulo ("Prefeito
de Campinas é assassinado", 19 de setembro).
Fui surpreendido
pela reportagem "A força da bancada aérea" (12 de setembro).
Tenho amigos e me relaciono bem com dirigentes e funcionários de
todas as empresas aéreas brasileiras. Designado para presidente
da comissão especial que analisa o projeto que cria a Agência
Nacional de Aviação Civil, tenho me esforçado para
que, por meio de debates e audiências públicas, todos os
segmentos interessados na questão sejam ouvidos, com vista a melhorar,
se necessário, o projeto do Executivo, sem ignorar a situação
atual do transporte aéreo brasileiro. Não sou lobista, mas
presidente de uma comissão da Câmara dos Deputados (Anac),
que tem a finalidade de produzir um texto que atenda aos interesses dos
usuários e do país, em que as empresas de aviação
são apenas uma parte as prestadoras dos serviços.
Como presidente da Anac, tenho feito todo o possível para conduzir
a comissão com isenção e diligência; esse o
nosso propósito e de todos os seus membros, e disso nunca me afastei
nem me afastarei.
Sobre a
reportagem "Guerra no ar" (12 de setembro), que trata da discussão
sobre a TV digital no Brasil, discordamos da declaração:
"Os defensores do padrão americano reconhecem que o sistema tem
um custo mais alto que o dos concorrentes". O sistema está em uso
nos Estados Unidos há três anos, o preço dos equipamentos
está caindo rapidamente, e certamente será o mais baixo
no mercado. A ATSC oferece preço mais baixo não só
para produtos de consumo, mas também para equipamentos de transmissão
pública e investimento em energia, porque exige menos que metade
da potência de transmissão para alcançar a mesma cobertura,
se comparado com o sistema europeu ou o japonês. Nós também
discordamos da declaração de que a implementação
da TV digital é mais avançada na Europa que nos Estados
Unidos. A TV digital está caminhando no Reino Unido, mas ainda
no início em outros dois ou três países, enquanto
nos Estados Unidos, um mercado aproximadamente do mesmo tamanho, sinais
digitais cobrem mais de 70% da nação. E também existem
mais de 325 aparelhos de televisão de alta definição
(HDTV) diferentes oferecidos nos Estados Unidos, ao passo que não
há transmissões de HDTV em nenhum lugar na Europa.
Não existe hoje no país outro esportista que nos traga tantas
alegrias quanto Guga. Só para se ter uma idéia dos dados
de sua carreira: são dezesseis títulos em simples, oito
em duplas, sendo três do Grand Slam. Guga foi eleito o melhor tenista
do mundo no ano passado vencendo o Masters de Lisboa (torneio que reúne
os oito melhores tenistas do ano) em quadra rápida. O que aconteceu
com Guga é inevitável. Além de o esporte estar cada
dia mais nivelado e competitivo, Guga jogou setenta partidas neste ano
(ganhando seis torneios), das quais venceu 59. É impossível
querer que ele vença sempre ("O número 1 em baixa", 19 de
setembro). VEJA
deveria ser mais otimista e explorar as vitórias que Guga tem conquistado
em 2001, e não tratá-lo como um "atleta apenas regular",
pois ele já provou que está fazendo história no tênis
brasileiro.
Os Estados Unidos, a maior potência econômica e militar do
planeta, mostraram-se bastante vulneráveis a ataques terroristas.
Espero que os responsáveis pelos atentados sejam punidos com rigor
e que os governantes de todo o mundo tenham de alguma forma aprendido
alguma lição com essa tragédia. Que eles deixem de
lado o orgulho e busquem a paz tão esperada ("Este mundo nunca
mais será o mesmo", 19 de setembro) Bela
reportagem mostrando na íntegra os verdadeiros fatos, com clareza
e objetividade, deste triste momento da história da humanidade.
Parabéns por uma das melhores edições que já
li. Sou
brasileiro de origem, americano de coração. São 37
anos nesta terra. Com isso aprendi a ser patriota como todos os americanos.
Ainda bastante traumatizado, espero com muita ansiedade pela retaliação
contra esses terroristas, que realmente feriram lá no fundo do
coração toda uma nação, para não dizer
todo o mundo. Realmente, nunca pensei que pudéssemos ser tão
vulneráveis. Mas, analisando esse ataque tão covarde, chego
à conclusão de que ele só aconteceu por sermos uma
nação extremamente democrática. Se não, vejamos:
eles entraram no país como residentes, turistas etc., usaram nossas
escolas para aprender a pilotar e utilizaram nossos aviões como
armas. Então, chego à seguinte pergunta: em que outro país
eles conseguiriam tanto apoio para que tudo desse certo como deu?
Mais uma vez VEJA sai na frente e mostra por que é a melhor revista
semanal do Brasil, ao mostrar de maneira clara, objetiva e imparcial tudo
o que aconteceu e o que poderá acontecer depois desse trágico
episódio. O que será que esses idiotas loucos tinham na
cabeça ao atingir prédios comerciais e fazer tantas vítimas
inocentes, que nem ao menos entendiam direito o que esses malucos querem?
É pena que nessa briga intolerável inocentes paguem com
a vida pela insanidade desses terroristas satânicos.
Foi com muita satisfação que li o artigo esclarecendo as
diferenças entre o que é ser árabe, islâmico
e fundamentalista (Ponto de vista, 29 de agosto), uma vez que, sendo filha
de mãe judia e pai católico e casada com um marroquino muçulmano,
estou sempre deparando com a reação de espanto das pessoas
que não entendem que possam existir amor e tolerância, independentemente
da religião e da cultura.
Nos meus trinta anos de magistério não notei nenhuma quebra
de ânimo por parte da juventude no sentido de mudar o mundo. Só
percebi a queda de uns totens (o comunismo) e a ascensão de outros
(a globalização). Tampouco percebo fundamento na tese do
determinismo cronológico (ser revolucionário na juventude
e conservador na maturidade). Fui anticomunista militante quando universitário
(anos 60). Hoje, burro velho e adepto do anarquismo, continuo anticomunista,
agora com muito mais convicção (Ponto de vista, 12 de setembro).
A afirmação de Jack Welch, de que "qualquer pessoa medianamente
capaz pode afirmar que dentro de alguns anos teremos mais gente e não
menos gente viajando de avião", talvez precise ser revista após
o atentado contra o World Trade Center. Isso nos leva de encontro a outra
afirmação do próprio Welch, a de que "a velocidade
das mudanças é o grande fenômeno de nosso tempo" ("O
capital segundo Jack", 12 de setembro).
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