Vitor
Belfort - Entrevista com Vitor Belfort
O
atleta de Deus
Não é
à toa que o livro favorito do campeão
mundial de Mix Marshal Arts (antigo Vale Tudo), Vítor
Belfort, é a Bíblia Sagrada. O atleta,
de 26 anos, nascido no Rio de Janeiro, pode ser considerado
jovem devido à idade, mas além do extenso
currículo de vitórias em campeonatos mundiais,
fala com a segurança de um veterano que descobriu
o principal tesouro da vida: o temor a Deus. “Minha
maior conquista foi quando aceitei Jesus, sem dúvida”,
afirma. Na entrevista concedida, Belfort deixa claro
que suas decisões são pontuadas pela fé
que carrega no peito e não titubeia em aconselhar
às pessoas que o têm como exemplo façam
o mesmo.
Quanto
tempo você tem de carreira?
Minha primeira luta
profissional foi com 18 anos, e agora estou com 26.
Então, já tem um tempinho de estrada...
O
que te atraiu nesse esporte?
A gente não procura
entender a vida, e sim, levar adequada aos olhos de
Deus. Eu entrei no esporte e venho fazer o meu melhor,
para que eu possa ter um resultado bom. Sou muito feliz
e fico muito feliz em poder fazer o que gosto. É
estar sempre vencendo obstáculos e é muito
legal vencê-los a cada dia.
Dá
para viver só das lutas?
Hoje em dia você
pode ter uma renda boa. Tudo na vida, quando se faz
o que gosta, dá para viver. O importante é
você ter uma vida saudável, íntegra.
Qual
foi a sua principal conquista, tanto na vida pessoal
quanto na profissional?
A principal conquista
na minha vida foi aceitar Jesus. E em conseqüência
dessa conquista é a vida que eu levo, venço
meus obstáculos no dia-a-dia. Agora na minha
carreira, a minha maior conquista, com certeza, foi
meu Campeonato Mundial, o primeiro que ganhei, com 19
anos.
E
qual religião você segue?
Eu penso o seguinte:
eu sigo a palavra de Deus. Cada denominação
tem a sua cultura, mas o importante é você
aceitar Jesus, saber o que Ele tem para você e
o que Ele quer de você. Minha caminhada com Jesus
já tem um bom tempo.
E
qual a sua pior derrota? Houve alguma?
Quando eu me desviei.
Quando olhei para o homem e me decepcionei. Então,
acho que a minha pior derrota foi essa.
Que
conselho você dá para quem pretende seguir
a mesma carreira que a sua?
Que
as pessoas se cerquem de pessoas que têm algo
a acrescentar. Quando você faz isso a sua vida
melhora, sua vida tende a crescer. Que tenham temor
a Deus e amem o próximo como a si mesmos. Respeitem
os limites da vida. Tudo é lícito, mas
nem tudo convém fazer.
Você
não acha que o Vale Tudo incentiva a violência?
Vale Tudo é um
nome que ficou muito marcado, mas hoje em dia nem existe
mais, o nome é Mix Marshal Arts, o MMA (algo
como “Artes Marciais Misturadas”). É
um esporte que, ao contrário de incitar a violência,
está desmistificando essa imagem. As pessoas
estão entendendo que esse é um esporte
que as tira das drogas, dá sonhos para os lutadores
poderem ganhar a vida, que precisa ser apoiado. O MMA
ainda vai crescer muito no Brasil.
Quantos
dias uma pessoa leva para se recuperar de uma luta?
Menos que um dia. Esse
esporte é menos contundente do que um futebol,
do que uma carreira no futebol americano, por exemplo.
Você
falou que afasta das drogas.
Mas existem casos de
drogas nesse meio?Existe em tudo que é lugar.
No meio de advogados, no meio empresarial. Droga, pilantra
e mal-caráter estão em todo lugar. Eu
já me deparei com pessoas assim e é como
falei. É só olhar para o homem que a gente
se decepciona. O importante é estar com os olhos
em Deus e deixar que Ele guie a sua vida.
Você
sonha com o MMA Olímpico? Gostaria de participar
de uma olimpíada?
Olímpico,
não. Meu sonho é que esse esporte possa
ser respeitado no mundo e que, com certeza, tenha uma
projeção muito grande.
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