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| PAR IMPERFEITO: Apesar de terem o mesmo DNA, gêmeos idênticos apresentam números diferentes de cópias de genes. |
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Gêmeos idênticos podem ser parecidos, mas seu DNA não é o mesmo – como sempre se acreditou –, mostra um novo estudo. Além disso, cada gêmeo se torna cada vez mais diferente em termos genéticos com o passar dos anos. Essas descobertas podem não só ser muito úteis para investigadores forenses, para que possam apontar qual gêmeo tenha possivelmente cometido um crime, mas também para destacar como os genomas humanos estão sujeitos a mudanças, gêmeos ou não.
Idênticos ou monozigóticos, gêmeos são o resultado de um óvulo fertilizado, ou zigoto, dividido em dois. Como têm origem na mesma célula, são considerados fisicamente idênticos, com exceção de características determinadas por fatores ambientais, como impressões digitais, e por condições do útero.
Em alguns casos as diferenças físicas entre gêmeos monozigóticos podem ser grandes: um pode manifestar uma doença, como o diabetes, e o outro, não. Para constatar se mudanças genéticas podem ser a base dessas disparidades, os geneticistas moleculares Jan Dumanski e Carl Bruder, ambos da Universitdade do Alabama, em Birmingham, investigaram nove pares de gêmeos monozigóticos; na pesquisa, cada par tinha um gêmeo com doença de Parkinson ou outro distúrbio neurológico similar. Os pesquisadores descobriram que todos os nove pares apresentaram diferenças genéticas. Mais especificamente, encontraram variações em uma série de cópias de genes.
Em seguida os geneticistas examinaram 10 pares de gêmeos monozigóticos saudáveis, sem nenhuma diferença significativa visível. Inesperadamente, em um determinado par de gêmeos, eles confirmaram que um irmão não apresentava uma parte do gene do cromossomo 2, mas que estava presente no outro gêmeo. Descobertas preliminares sugeriram que oito outros pares apresentavam variações no número de cópias também. |