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Artigos |
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| edição 163 - Agosto 2006 |
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| Essências que curam |
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| por Jörg Zittlau |
A aromaterapia tem interessado diversos cientistas. Já não há dúvida de que alguns óleos essenciais agem no corpo e nas emoções. Resta saber até que ponto podem ser usados para curar doenças.
O boom da aromaterapia teve início nos anos 90 e foi resultado, ao menos em parte, da descoberta dos efeitos antibióticos do óleo da melaleuca, planta australiana também conhecida como árvore do chá. Hoje muitos terapeutas usam os óleos essenciais para tratar casos de stress e problemas emocionais. Médicos e farmacêuticos empregam os aromas para relaxar seus pacientes. Alguns psiquiatras reconhecem o efeitos dessas essências no tratamento de ansiedade, dores crônicas e distúrbios de sono. Já estava mais que na hora de submeter a aromaterapia ao escrutínio científico.
O uso dos óleos essenciais para fins terapêuticos tem longa tradição. Há mais de 3 mil anos a medicina aiurvédica indiana emprega o extrato de alecrim para tratar estados de angústia, e o de cravo e o de coentro para dificuldade de concentração. Na Europa, os óleos aromáticos tornaram-se populares nas epidemias da Idade Média. Para se proteger da contaminação, os médicos que tratavam os doentes da peste bubônica usavam máscaras pontudas, dentro das quais era colocada uma esponja embebida em óleos essenciais. |
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| Jörg Zittlau é doutor em filosofia, professor da Universidade Técnica de Administração Pública, em Wuppertal, Alemanha, e jornalista científico. |
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