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Artigos |
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| edição 197 - Junho 2009 |
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| J. D. Nasio - O tradutor da psicanálise |
| Aos 67 anos, o psiquiatra e psicanalista argentino, radicado na França desde 1969, tem 18 livros publicados e traduzidos em 13 idiomas; seu novo trabalho é sobre imagem corporal |
| por Laura Battaglia |
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Divulgação |
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| A criança do espelho, escrito por Nasio e Dolto, foi publicado no Brasil em 1987 |
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[continuação]
Entre tantas contribuições de Nasio ao campo freudiano, soma-se construção de novos conceitos psicanalíticos, fruto das pesquisas e elaborações teóricas decorrentes do seu trabalho como analista. São quatro suas produções: inconsciente único, formações do objeto a, forclusão local e lesão de órgão. Dentre estas, o inconsciente único se destaca, não por ser a mais importante, mas por ser talvez a mais cara para o próprio autor. Nasio afirma que o inconsciente não está presente o tempo todo de uma análise, mas revela-se em momentos específicos. No encontro entre dois sujeitos – analista e analisando, por exemplo – em determinado instante, um acontecimento único e de intensa emoção é engendrado por ambos, tocando-os e modificando-os. O psicanalista, que presumivelmente já passou por uma análise pessoal, tem o que Nasio chama de inconsciente instrumental, que prepara e oferece suporte ao surgimento do inconsciente único.
Nasio é um otimista com relação à psicanálise. Não identifica, como muitos profissionais, uma crise institucional em andamento, ou uma configuração social que possa investir contra sua existência. Acredita na continuidade desse campo de saber, pois, ao contribuir para formar novos analistas, constata não só o número de pessoas que se interessam por essa prática, mas também o entusiasmo e a entrega com que o fazem. Em sua opinião, o que as profundas transformações culturais e sociais têm trazido de novo à psicanálise são mudanças na queixa, naquilo que motiva a busca de uma cura analítica, e não uma ameaça à própria prática e teoria psicanalítica. Atualmente, Nasio trabalha em novas pesquisas, procurando compreender o que chama de “esquemas de culpabilidade” e as relações entre psiquismo e corpo. |
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| Laura Battaglia é psicanalista, mestre em psicologia pela Universidade de São Paulo (USP), com especialização pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). |
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