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edição 222 - Julho 2011
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Medo de dentista
Para alguns a consulta odontológica é um verdadeiro pesadelo, que vai além de um simples desconforto. O profissional também precisa controlar a ansiedade e o estresse despertados pela tensão do paciente
por Massimo Barberi
© kristian sekulic/istockphoto
Os pais podem colaborar

A criança deve ir ao dentista pela primeira consulta por volta dos 3 anos e retornar a cada seis meses, mesmo que não haja problemas. Dessa maneira, os pequenos se familiarizam com o consultório dentário, e quando for necessário fazer um tratamento não vão se assustar com a novidade.


O mais indicado é escolher um odontopediatra e desconfiar de dentistas que (na maioria das vezes para disfarçar a própria incapacidade) dizem que algumas crianças são muito pequenas para ser tratadas. Em geral, os pequenos são colaborativos a partir dos 2 anos e meio.


Os adultos jamais devem usar o tratamento odontológico ou o profissional dessa área como ameaça de punição, com frases do tipo “se não escovar os dentes, amanhã te levo ao dentista para te dar uma picada na boca”.


Não fale na presença das crianças sobre tratamentos difíceis ou dolorosos aos quais você ou algum conhecido tenha se submetido ou sobre experiências negativas ocorridas no dentista.


Não aceite submeter seu filho à anestesia geral, exceto em caso de extrema necessidade. Em caso de dúvida, procure uma segunda opinião e, se necessário, opte por outro profissional capaz de contornar a não colaboração da criança com outros métodos, como jogos ou abordagem acompanhada por psicólogo.
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Massimo Barberi é jornalista científico.