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Ex-alcoólatras têm dificuldade de resistir à ânsia de beber em duas situações particularmente desafiadoras. Mas, felizmente, a compreensão do que acontece em seus cérebros sob essas circunstâncias está favorecendo o entendimento dos neurobiólogos a respeito de como o uso crônico do álcool modifica o cérebro. As descobertas sugerem medidas que podem ajudar as pessoas a permanecerem abstêmias.
O caso seguinte ilustra uma das situações de maior tentação. O paciente H. não havia ingerido uma gota de bebida havia muitas semanas graças a um programa radical de abstinência de álcool, mas uma simples caminhada na qual passasse em frente ao bar e restaurante Pete’s Tavern, em Nova York, em qualquer noite apagava quase por completo sua vontade de permanecer sóbrio. Durante o dia ele não sentia o desejo pelo álcool, mas quando passava pelo estabelecimento à noite – via a luz aconchegante através das janelas e ouvia o tinir dos copos –H. sentia uma forte tentação de entrar lá e pedir uma cerveja. Pesquisadores de dependências chamam esse fenômeno de “desejo condicionado”. Se uma pessoa sempre consumiu álcool numa mesma situação, um encontro com o estímulo familiar irá tornar a sensação de necessidade da substância quase irresistível. Então, mesmo depois de anos de abstinência, consumir um único drinque pode desencadear um desejo poderoso de beber mais e mais. |