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Artigos |
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| edição 193 - Fevereiro 2009 |
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| O elo perdido da fala |
| Nova pesquisa sugere que uma área do cérebro dedicada ao processamento de vozes não é unicamente humana, como durante muito tempo se acreditou |
| por Pascal Belin |
O uso de vocalizações – como grunhidos, cantos ou latidos – é extremamente comum em todo o reino animal. No entanto, a espécie humana é a única em que essa capacidade alcançou a sofisticação e a eficiência comunicativa da fala. Mas como nossos ancestrais se tornaram os únicos animais falantes, milhares de anos atrás? Essa mudança ocorreu de forma abrupta, envolvendo a aparição de uma nova região cerebral ou de um outro padrão de conexões mentais? Ou ela ocorreu por meio de um processo evolucionário gradual, no qual estruturas cerebrais, já presentes até certo ponto em outros animais, foram colocadas em prática em um uso mais complexo?
Um estudo recente publicado na Nature Neuroscience rendeu novas informações, ajudando a desvendar o que pode constituir o “elo perdido” entre o cérebro de humanos e de outros animais: evidências de que uma região cerebral, especializada no processamento da voz tem uma contraparte no cérebro do macaco reso.
O neurocientista Christopher I. Petkov, do Instituto Max Planck para Cibernética Biológica, em Tübingen, na Alemanha, coordenou um grupo de pesquisadores que usou exames de ressonância magnética funcional para medir a atividade cerebral de macacos acordados que ouviam diferentes categorias de sons, incluindo vocalizações de animais de sua espécie. |
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| Pascal Belin é professor de psicologia da Universidade de Glasgow. |
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