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edição 146 - Março 2005
Ver é acreditar
Aplique este teste e descubra o que as formas moldadas por sombreamento revelam sobre o funcionamento do cérebro.
por Vilayanur S. Ramachandran e Diane Rogers-Ramachandran
Imagens visuais são essencialmente ambíguas. A imagem de uma pessoa na retina tem o mesmo tamanho se vemos um anão bem de perto ou um gigante de longe. A percepção depende, em parte, de empregar certas premissas sobre o mundo para resolver essas ambigüidades, e podemos nos valer de ilusões para descobrir quais são as regras e proposições ocultas no cérebro.

Em (a), os discos são ambíguos; o leitor pode ver a fileira de cima como esferas convexas, ou "ovos," iluminados pela esquerda, e a fileira de baixo como cavidades - ou vice-versa. Essa observação revela que os centros vi-suais no cérebro incorporam a suposição de que uma única fonte de luz ilumina a imagem inteira, algo que faz sentido, tendo em vista que evoluímos em um planeta com um único Sol. Ao mudar conscientemente a fonte de luz da esquerda para a direita, você pode fazer com que os ovos e as cavidades troquem de lugar.
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Vilayanur S. Ramachandran e Diane Rogers-Ramachandran Trabalham juntos em estudos de percepção visual do Centro para Estudo do Cérebro e da Cognição, da Universidade da Califórnia, em San Diego.

Ramachandran é autor de Phantoms in the Brain, ex-bolsista da Universidade de Oxford e ganhador, entre outros prêmios, da medalha Ariëns Kappers, concedida pela Academia Real de Artes e Ciências da Holanda. Foi convidado também para as palestras Reith da BBC em 2003.

Rogers-Ramachandran foi pesquisadora da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill.