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“É meu, eu peguei primeiro”

agosto de 2008
©JEANNE HATCH/SHUTTERSTOCK
Para nós, adultos, está muito claro que cada coisa tem seu dono, mesmo sem nos darmos conta de uma série de premissas sociais e econômicas que definem o conceito de propriedade. Mas como funciona esse raciocínio nas crianças pequenas? Esta é a pergunta dos psicólogos Ori Friedman e Karen Neary, da Universidade de Waterloo, Canadá, em artigo publicado na revista Cognition.

A resposta é bem simples: para crianças entre 2 e 4 anos, a propriedade de um objeto é de quem aparecer primeiro. Em um dos experimentos, foi contada uma história para cada criança, que descrevia uma menina e um menino brincando com algum brinquedo. Depois, a criança tinha de responder quem era o dono do objeto. A maioria delas indicou o menino quando este era mencionado primeiro na história. O mesmo aconteceu quando a garotinha aparecia antes na narrativa.

Em um segundo experimento, a história dizia: “a menina gosta do brinquedo”, e depois, “o menino gosta do brinquedo”, ou vice-versa. Nesse caso, as crianças ficaram indecisas sobre a posse do objeto. Não se sabe se esses resultados apontam para características inatas do desenvolvimento infantil ou se são influenciados pela educação familiar; de qualquer forma, contribuem para a compreensão da evolução do conceito de propriedade ao longo do desenvolvimento humano, argumentam os autores.