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A ansiedade é contagiosa

Em momentos de tensão todos os membros de um grupo tendem a se comportar da mesma maneira

junho de 2011
© m-reinhardt/istockphoto
Coruja-da-igreja: ameaça de predadora provoca nos ratos níveis de estresse semelhantes aos registrados em humanos
O que para uns é motivo de desespero pode nem perturbar outros. Porém, alguns estudos mostram que, em situações de crise, a ansiedade parece ser “contagiosa”. O zoólogo David Eilam, da Universidade de Tel Aviv, em Israel, mediu como grupos de ratos silvestres respondiam a ameaças produzidas por corujas-de-igreja, seu principal predador. Esses roedores foram escolhidos porque, assim como os humanos, costumam demonstrar comportamentos ansiosos em variados níveis: uma minoria o demonstra em excesso, e outros quase não o expressam.


O experimento foi dividido em duas etapas: primeiro as aves voaram sobre gaiolas ocupadas por apenas um roedor, enquanto os pesquisadores registravam o nível de ansiedade de cada um deles. Em seguida, os ratos que tiveram diferentes resultados na medição foram colocados na mesma gaiola e expostos às corujas. Observou-se que, quando estavam sozinhos, o nervosismo aumentava em níveis dentro do esperado para o padrão predeterminado de comportamento. Porém, quando estavam em grupo, todos os animais ficaram igualmente ansiosos e estressados. “A variabilidade que havia no início diminuiu, e todo o grupo se comportou praticamente da mesma forma”, relatou Eilam. O pesquisador acredita que, durante uma situação crítica, o estado emocional de cada indivíduo pode influir no dos demais – um comportamento semelhante ao apresentado por humanos.