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A catarata estimula, a floresta relaxa

Estudo registrou reações fisiológicas de voluntários a diferentes paisagens naturais

dezembro de 2014
Klaus Wilhelm
Richard A McMill/Shutterstock

Cada lugar provoca uma sensação diferente. Foi isso que mostrou um estudo desenvolvido em 2010. Uma equipe interdisciplinar liderada pelo biólogo Erwin Frohmann, especializado em psicologia e percepção do espaço, pesquisador da Universidade de Agricultura, em Viena, registrou reações fisiológicas de 14 voluntários durante a estada de dez minutos de duração em uma floresta, em uma paisagem rochosa e nas proximidades de uma cachoeira. 

Condições físicas do ambiente, como temperatura e pressão, foram monitoradas. Perto da cachoeira, os participantes do experimento mostraram-se mais estimulados e atentos e tiveram, em média, seis batidas a mais por minuto do que quando estavam na floresta. Os pesquisadores observaram também que a respiração se tornava mais relaxada, profunda e compassada na área de vegetação mais densa. As respostas fisiológicas no ambiente rochoso estavam no meio do termo entre os dois outros.

Os resultados sugerem que, se a proposta é manter a calma, o ideal mesmo é embrenhar-se no verde; mas por si só, se a ideia for se sentir mais energizado, passar algum tempo numa queda d’água trará melhor resultado. Talvez a combinação das duas situações seja bastante interessante.

O contato com a natureza sobre a saúde pode aumentar a expectativa de vida e diminuir sintomas de depressão, ansiedade e TDAH. Saiba mais sobre o tema na Mente e Cérebro de dezembro, A cura pela natureza, nas bancas e na Loja Segmento.

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