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Vizinhança Segundo Martins, os caminhos que serão seguidos pela opinião também dependem do ponto em que a pessoa se encontra na sociedade. “Se você convive com pessoas que têm as mesmas opiniões, seu posicionamento é reforçado, mas ele pode mudar em contato com pontos de vista diferentes”, aponta. “Um novo estudo pretende mostrar de que forma a estrutura das redes de vizinhança pode colaborar para reduzir os extremismos”.
O professor lembra que os estudos de modelagem de dinâmica de opiniões surgiram entre físicos há cerca de 20 anos. “Uma das principais preocupações era descobrir os mecanismos que levavam ao surgimento de consensos, ou seja, o que fazia setores da população pensar da mesma forma”, diz.
“Hoje, a pesquisa nessa área também é um primeiro passo para se entender o que leva as pessoas a terem opiniões e comportamentos extremistas”, ressalta o físico. "No futuro, talvez seja possível identificar e ajudar a lidar com as situações que poderiam levar a problemas como brigas entre torcidas ou terrorismo."
O estudo de André Martins é descrito em um artigo que será publicado no International Journal of Modern Physics C (Computational Physics and Physical Computation).. O trabalho do físico também foi tema de uma matéria publicada na revista britânica New Scientist, no último mês de novembro. |