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A educação pela paz

Curso oferecido pela Prefeitura de São Paulo convida educadores a refletir sobre seu papel no combate à violência

outubro de 2014
Xxdbzxy/Shutterstock
O psicólogo americano Marshall Rosenberg desenvolveu, durante a década de 60, o método de comunicação não violenta, utilizado em contextos educativos e para a mediação de problemas, dos mais cotidianos às situações de conflito político.

O método se baseia no princípio de que toda ação é uma tentativa de satisfazer algum tipo de necessidade humana. A não violência se estabelece quando a tentativa de satisfação não faz uso do medo, da vergonha, da acusação, da coerção ou de ameaças. A ideia atualmente difundida, porém, é que existem formas de violência (em especial a reação a outras violências) que são legítimas e até necessárias.

Assim, a cultura de paz através da não violência é algo a ser escolhido e cultivado. No livro A não violência na educação, o filósofo Jean-Marie Muller afirma que o educador deve incutir no aluno a ideia de que uma injustiça (ter um brinquedo tirado à força, por exemplo) não se desfaz com o ato de revidar, colocando a não violência como melhor forma de resistência. Muller destaca também que o aprendizado da criança e, principalmente, do adolescente se dá pelo exemplo. Portanto, a reflexão sobre a prática não violenta da autoridade do professor também se faz necessária.

Com a intenção de conscientizar educadores sobre o alcance da palavra como instrumento da paz, o Departamento de Educação Ambiental da Prefeitura de São Paulo abrirá, no dia 14 de novembro, a segunda turma do curso “Alfabetizando pela paz”. O objetivo é enfatizar o uso de práticas que utilizem estimulação multissensorial e múltiplas linguagens. Para mais informações sobre o curso e o processo de inscrição, clique aqui.

Alfabetizando pela paz. UMAPAZ – Departamento de Educação Ambiental. Parque Ibirapuera. Av. Quarto Centenário, 1268. São Paulo. Encontros semanais, de 14 de novembro a 19 de dezembro. Às sextas-feiras, das 8h às 13h.

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