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A genética do cão bravo

Proteínas estão ligadas ao processamento de emoções

setembro de 2010
© Andrzej Mielcarek/Shutterstock
A genética subjacente à violência canina não é muito diferente da que influencia a agressão humana, segundo tese de doutorado defendida na Faculdade Norueguesa de Ciência Veterinária, em Oslo, um dos raros estudos que investigaram a neuroquímica do cérebro de cães. Com base em bancos de dados de genes relacionados a distúrbios humanos, principalmente neurológicos e psiquiátricos, o pesquisador Jorn Vage, responsável pelo estudo, encontrou variações genéticas individuais que influenciam a transmissão sináptica promovida pelos neurotransmissores serotonina e dopamina.

Os estímulos ambientais também são importantes no comportamento agressivo dos cães, sugere o estudo. O pesquisador observou alterações da atividade de alguns genes que levam ao aumento ou diminuição da expressão de proteínas em áreas cerebrais ligadas ao processamento emocional, influenciando os estímulos associados ao estresse.