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A história da psicanálise no Brasil

março de 2009
Duetto Editorial
Capa da primeira edição da série Memória da Psicanálise, dedicada a Sigmund Freud, o criador da psicanálise.
Há cerca de um século a psicanálise transformou a forma como as pessoas pensam em si mesmas e no mundo a sua volta. Mesmo que muitos não se dêem conta, de variadas formas os conceitos psicanalíticos revelam aspectos da subjetividade e das relações humanas. Hoje, hipóteses e teorias sobre o funcionamento psíquico propostas por Sigmund Freud fazem interface com campos do saber como a arte, a filosofia, a educação, a medicina, a sociologia, sendo estudadas e praticadas em mais de 40 países, seguindo as várias tendências decorrentes de leituras e releituras da obra freudiana propostas por Melanie Klein, Donald Winnicott, Wilfred Bion, Jacques Lacan e outros.

A América do Sul, em especial o Brasil e a Argentina, ocupa um lugar de peso na geopolítica do movimento psicanalítico. Só no Brasil, há uma centena de instituições localizadas nos principais centros urbanos. Dia 31 de março, às 19h30, a psicanalista C. Lucia M. Valladares de Oliveira aborda a história da “ciência do inconsciente” no país, desde o começo do século XX, na palestra A história da psicanálise no Brasil, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping. O evento marca o lançamento da reedição da coleção Memória da Psicanálise, da revista Mente&Cérebro, da Duetto Editorial.

A série, que alcançou enorme sucesso entre psicanalistas, psicólogos, educadores, estudantes dessas áreas e interessados em geral quando foi lançada em 2004, está de volta em versão revista e atualizada. Agora, em vez de seis, nove números, de 96 páginas cada, tratam da vida e da obra das mais importantes personalidades que fizeram (e ainda fazem) a história dessa vasta e intrigante área de conhecimento. “A obra é um documento precioso para a difusão da história da psicanálise. Além de contribuir para a formação de novas gerações de profissionais da saúde mental, revela o quanto essa doutrina, pela sua força subversiva, é um fenômeno cultural fundamental para a compreensão do sujeito”, comenta C. Lucia M. Valladares de Oliveira, autora de um dos artigos da coleção.