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A luta contra o bicho-preguiça interior

Fazer planos específicos para agir diante de escolhas difíceis ajuda a dizer não às tentações e seguir em direção às metas

janeiro de 2014
Onixxino | Shutterstock
Ainda que uma motivação pareça forte, ela nem sempre é suficiente para colocar nossas boas intenções em prática. Há uma considerável lacuna entre a intenção e o comportamento. E nosso bicho-preguiça interior representa um grande desafio tanto para quem lida diariamente com ele, quanto para estudiosos e profissionais da área da saúde. Para superar esse resistente “monstrinho sabotador”, o psicólogo social Peter Gollwitzer, da Universidade de Constança, recomenda o planejamento concreto de atividades que determinem precisamente quando, onde e como o comportamento que temos planos de adotar deve ocorrer.

Podemos pensar, hipoteticamente, no caso de uma pessoa que deseja incluir exercícios físicos em sua rotina, mas teme os conhecidos deslizes. Por exemplo: quando nosso personagem, que podemos chamar de N. for para a cama na noite anterior a um dia de trabalho, se levantará às 6h30. Após tomar um café da manhã leve e nutritivo e colocar a roupa de treino, vai pegar sua bicicleta e sair para pedalar. A situação (“quando... então”) serve como desencadeadora e fornece o impulso para o comportamento decidido.

Mas sempre pode aparecer algo que atrapalhe nossos planos. No caso de N., a chuva comprometeria seus propósitos. Por isso, o melhor é ter um plano B – como se exercitar na esteira do prédio, talvez. O planejamento paralelo funciona como um escudo de intenções: reconhecemos precocemente situações “perigosas” e impedimentos e nos motivamos novamente, já que os imprevistos são os grandes inimigos das boas intenções.

 

Você leu um trecho da matéria Como a ciência pode ajudar você a realizar seus planos, capa da edição nº252 da revista Mente e Cérebro. Adquira já sua revista para saber mais.