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A neurobiologia do pensamento positivo

dezembro de 2007
DIVULGAÇÃO
IMAGENS DO ESTUDO publicado na Nature revelaram que a amígdala (à direita) e o córtex cingulado anterior rostral (à esquerda) se ativavam quando os participantes refletiam sobre as situações positivas
Estruturas neurais responsáveis pelo otimismo nos seres humanos foram identificadas por pesquisadores da Universidade de Nova York. A equipe da neurocientista Tali Sharot usou ressonância magnética funcional para examinar o cérebro de 15 voluntários aos quais foi pedido que pensassem em possíveis eventos futuros, como ganhar um prêmio, terminar uma relação amorosa, ir a uma festa de aniversário, entre outros.

As imagens do estudo publicado na Nature revelaram que a amígdala e o córtex cingulado anterior rostral se ativavam quando os participantes refletiam sobre as situações positivas. “Estas duas áreas são as mesmas, mas não as únicas, que estão alteradas nos casos de depressão”, disse Sharot. Segundo ela, entender a neurobiologia do pensamento positivo é importante na medida em que o otimismo tem relação direta com o bem-estar físico e mental.

Estudos anteriores já haviam apontado a participação do córtex cingulado anterior rostral na regulação da resposta afetiva. Estas evidências sugerem que, em pessoas saudáveis, esta região pode integrar e modular a informação emocional e autobiográfica para gerar visões positivas do futuro, explica a autora.