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A opção pelo trabalho informal

março de 2008
©Dan Moore/iStockphoto
Profissionais querem mesmo é a segurança da carteira assinada e dos benefícios decorrentes dessa condição. Verdade? Nem sempre. Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) mostra que, se por um lado há um desejo de segurança e estabilidade garantidos pelo registro em carteira, por outro as pessoas se queixam das exigências e da qualificação exigidas pelo emprego formal e da falta de perspectivas. Na opção pela informalidade, porém, o que pesam são as relações pessoais – amigos e parentes que indicam várias possibilidades de trabalho e ajudam em caso de desemprego – e maiores chances de ganhar dinheiro com várias atividades autônomas.

Os relatos sugerem que as escolhas obedecem a uma racionalidade: além do peso das relações pessoais, os profissionais levam em conta as opções encontradas nos dois pólos e também valores como a cultura do emprego – uma suposta segurança dada pela atividade formal. Foram entrevistados trabalhadores de baixa renda de Osasco, na Grande São Paulo e de São Mateus, na zona leste da capital. O estudo também apontou a existência daquilo que os pesquisadores chamaram de “ética do trabalho informal”, na qual o trabalhador mais valorizado pelo grupo é aquele que consegue sustentar seu grupo familiar.