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A relação entre homem e tecnologia em sete espetáculos

No projeto E se fez a humanidade ciborgue em 7 dias, a companhia de teatro Os Satyros mostra diferentes aspectos da vida na contemporaneidade tecnológica

julho de 2014
André Stefano/Divulgação
Efeitos do grande volume de informações a que estamos expostos são discutidos em Não permanecerás, uma das peças do projeto E se fez a humanidade ciborgue em 7 dias
O termo “ciborgue” (acrônimo de organismo cibernético) define seres humanos com dispositivos eletrônicos ou mecânicos implantados em seus corpos. Para o grupo Os Satyros, estamos bem próximos dessa condição. Confundimos nossa identidade com perfis nas redes sociais, registramos dados pessoais em todo tipo de sistema, carregamos próteses em nossos corpos, temos filhos por meio de fertilização in vitro. No projeto E se fez a humanidade ciborgue em 7 dias, a companhia de teatro mostra como a tecnologia afeta diferentes aspectos da vida.

São sete espetáculos independentes, encenados em sequência nas noites de sexta, sábado e domingo: Não amarás, sobre a fluidez das relações contemporâneas; Não fornicarás, com o tema do sexo virtual; Não permanecerás, com a problemática da velocidade e excesso de informações; Não saberás, sobre a impossibilidade de acompanhar todas as novidades tecnológicas que surgem; Não salvarás, que trata do enfraquecimento das instituições religiosas tradicionais; Não vencerás, sobre anonimato e exposição digital; Não morrerás, que aborda a aversão à morte e à velhice.

Cada texto surgiu de uma pensata de um autor contemporâneo diferente, escrita especialmente para o projeto. Entre eles, o psicanalista Contardo Calligaris, o engenheiro genético Marcos Piani e o médico Drauzio Varella. Em cena os autores interagem, claro, com robôs, celulares e computadores.

E se fez a humanidade ciborgue em 7 dias. Espaço dos Satyros Um. Praça Roosevelt, 214, Consolação, São Paulo. Sextas, às 21h (Não permanecerás), 22h30 (Não amarás) e 23h59 (Não saberás). Sábados às 21h (Não salvarás), 22h30 (Não vencerás), 23h59 (Não fornicarás). Domingo às 21h (Não morrerás). Informações: (11) 3258-6345. R$ 20. Até 27 de julho.

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