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Por que você não resiste a uma boa fofoca

Pesquisadores estudam a predileção por falar, em geral, com certa malícia, sobre pessoas que não estão presentes

novembro de 2009
© Sergey Lavrentev/Shutterstock
Por incrível que pareça a fofoca tem sido tema de estudos. Nos últimos anos, os pesquisadores voltaram sua atenção ao estudo da predileção por falar, em geral, com certa malícia, sobre pessoas que não estão presentes. Segundo estudiosos, a fofoca se presta a uma função social útil para criar vínculo entre os indivíduos. Na pré-história, quando os seres humanos viviam em pequenos bandos, e o encontro com estranhos era ocorrência rara, a fofoca favoreceu a sobrevivência da nossa espécie, coibindo comportamentos que pudessem enfraquecer o grupo. Um de seus papéis era de identificar “enganadores flagrantes” (que não retribuem atos altruístas) e “enganadores sutis” (que oferecem muito menos do que recebem). Hoje se sabe que o nosso cérebro “prefere” deter-se em informações a respeito de pessoas que conhecemos. Qualquer um com quem convivemos (ainda que não pessoalmente, mas vemos frequentemente na TV, por exemplo) se torna socialmente importante para nós. Para psicólogos evolutivos, esse funcionamento mental pode ajudar a entender a paixão moderna pelas celebridades.