Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) adaptaram e validaram uma escala internacional, inicialmente concebida para avaliar afasia (distúrbios da fala causados por lesões cerebrais), para uso em pacientes brasileiros com Alzheimer. O novo instrumento deve auxiliar no diagnóstico e no acompanhamento da evolução da doença, facilitando o trabalhado dos profissionais de reabilitação e dos cuidadores.
Coordenado pela fonoaudióloga Isabel Albuquerque Maranhão de Carvalho, o trabalho consistiu na tradução dos critérios descritos nos formulários da escala ASHA FACS (Avaliação Funcional das Habilidades de Comunicação, elaborada pela American Speech-Language-Hearing Association), adaptando-os aos padrões culturais brasileiros. “A vantagem desta escala é que ela avalia habilidades funcionais de comunicação, isto é, como a pessoa consegue se comunicar no meio em que vive e como responde às demandas que lhe são feitas, sejam elas de um advogado ou um analfabeto”, afirma a pesquisadora. Com a avaliação em mãos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, médicos ou terapeutas ocupacionais terão mais informações sobre quais habilidades de comunicação estão alteradas ou preservadas, o que deve melhorar as orientações dadas aos cuidadores e à família. |