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Água para ver, tocar e sentir

Obras exploram os aspectos físicos e simbólicos do elemento, estimulando a percepção

março de 2011
filipe redondo/divulgação
Com um toque no vidro: aquário virtual desafia o público a diferenciar peixes
criados em cativeiro dos capturados na natureza
Para algumas abordagens psicológicas a água está relacionada à emoção, aos conteúdos psíquicos inconscientes e profundos. Caminhar sobre uma superfície líquida tem algo de mágico, de onírico. A obra Água, dos artistas Rejane Cantoni, Raquel Kogan e Leonardo Crescenti, é um convite à fantasia: um “truque mecânico” projeta no chão imagens idênticas ao reflexo da luz sobre a água. Ela é uma das atrações da exposição Água na Oca, montada em São Paulo. Inspirada no evento Water: H2O = Life, apresentado em 2007 no Central Park West, nos Estados Unidos, a mostra explora os aspectos biológicos e simbólicos desse elemento.


A exposição ocupa uma área de 8 mil m˛ do pavilhão da Oca, no parque do Ibirapuera. No primeiro andar, uma das instalações mais curiosas é Somos frágeis. Ali, o visitante percorre uma trilha alagada, recoberta por jornais que trazem notícias sobre enchentes históricas. O caminho leva a um casebre que simula a situação de vulnerabilidade em que milhares de brasileiros vivem. Dentro da estrutura, é possível experimentar a sensação de estar em meio a uma tempestade, com a água ameaçando subir e inundar a casa. Outra criação, Supercinema, convida os visitantes a assistir a imagens do fundo do oceano deitados em colchões d’água, simulando uma atmosfera de sonho.
filipe redondo/divulgação
A instalação Somos frágeis recria o drama das enchentes; uma
trilha alagada leva a um casebre onde é simulada uma inundação
As instalações, fotografias e peças de acervo estão divididas em três espaços, por temas: “Mundo d’Água”, sobre a relação entre esse recurso natural e o equilíbrio do planeta; “Infiltração”, sobre questões sociais relativas à água; e “Desaguar”. Este último, montado no subsolo da Oca, traz as obras de arte e criações audiovisuais que mesclam sons, imagens e recursos tecnológicos, como Zero hidrográfico, de Leandro Lima e Gisela Motta, que usa um dispositivo de molas e luzes fluorescentes azuis para simular o vai e vem das ondas do mar, explorando movimentos e sonoridade, estimulando os sentidos.