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27 de novembro de 2007
Álcool, maconha e acidentes
Pesquisa da Unifesp aponta que cerca de 11% das vítimas de traumas não fatais admitidos nos serviços de urgência apresentam algum grau de intoxicação alcoólica; maconha foi detectada na urina de quase 14% dos pacientes
 
Divulgação
(Unifesp Notíciais) − Os dados fazem parte de um estudo epidemiológico sobre álcool e traumas da Organização Mundial de Saúde (OMS), realizado em 2001, em departamentos de urgência de 12 países. Entretanto, no Brasil os pesquisadores resolveram incluir a análise de outras substâncias psicoativas, como maconha, cocaína e benzodiazepínicos na prevalência desses traumas, resultando na dissertação de mestrado da psiquiatra Alessandra Diehl Reis, apresentada recentemente na Unifesp.

Nos três meses de coleta de dados, foram incluídos 353 pacientes que deram entrada no pronto-socorro do Hospital São Paulo devido a trauma não fatal. Além da utilização de um questionário padronizado pela OMS, o trabalho registrou o auto-relato do consumo de drogas nas últimas 24 horas que antecederam o acidente. Destes, 242 passaram por screening de urina para detecção de maconha e cocaína e 166 para benzodiazepínicos. Já a concentração de álcool no sangue foi avaliada em todos os participantes do estudo, por meio do uso de um bafômetro.

Os resultados apontaram que o uso de substâncias psicoativas nos indivíduos que sofreram trauma é alto, sobretudo para o álcool, detectado pelo bafômetro em 11% dos casos, e para a maconha, com 13,6% de positividade no teste de urina. Já a cocaína e os benzodiazepínicos foram menos freqüentes, sendo positivos para 3,3% e 4,2% dos indivíduos, respectivamente.
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