|
 |
|
 |
|
 |
|
 |
|
|
|
 |
Notícias |
|
|
| 30 de outubro de 2007 |
 |
|
| Alimento para o cérebro de cães idosos |
| Suplementação nutricional com antioxidantes melhora desempenho cognitivo |
| |
 |
©LOWELL GORDON/ISTOCKPHOTO |
 |
| PROBLEMAS de aprendizagem típicos da terceira idade podem ser atenuados em cães com alimentação adequada |
 |
É possível ensinar truques novos para um cachorro velho, desde que ele seja alimentado corretamente. A suplementação da ração com os antioxidantes acetil-l-carnitina e ácido alfa-lipóico fez com que cães idosos tivessem mais facilidade para encontrar alimento escondido que seus colegas cuja dieta não continha esses nutrientes. O estudo foi publicado no Faseb Journal por pesquisadores americanos e canadenses e tem implicações no combate aos problemas cognitivos de idosos humanos.
Doze cães da raça beagle participaram do experimento. Metade recebeu a suplementação nutricional e todos participaram de uma complicada tarefa de localização de alimento por meio de pistas visuais (essências foram usadas para mascarar o odor da comida). Depois de 15 semanas de treinamento, quatro dos seis cães do grupo suplementado achavam a comida rapidamente. No grupo controle, apenas dois foram capazes de completar a missão. “Nós já havíamos observado, em estudos anteriores, que esses nutrientes podiam melhorar a memória e a disposição dos animais, agora demonstramos que eles ficam mais aptos a aprender coisas novas, mesmo em idade avançada” diz Tory Hagen, um dos autores do estudo.
Os pesquisadores observaram ainda que o efeito cognitivo da adição desses compostos cujo mecanismo celular parece envolver a desaceleração da degradação de mitocôndrias ocorreu em questão de dias ou semanas. Em estudos semelhantes, em que foram usados outros suplementos nutricionais, o tempo necessário foi significativamente maior. Acredita-se que a acetil-l-carnitina e o ácido alfa-lipóico também estimulem a síntese do neurotransmissor acetilcolina, que participa dos mecanismos de alerta. O próximo passo é verificar a ação dessas substâncias no cérebro humano; estudos clínicos já estão em andamento, afirmam os autores. |
|
|
|
|
|
|
|
|