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Alterações cerebrais precoces da doença de Alzheimer

Pesquisa feita por cientistas da Universidade do Kentucky revela que mudanças neuroanatômicas associadas ao mal têm início muito antes das primeiras manifestações da perda de memória

abril de 2007
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As alterações neuroanatômicas associadas à doença de Alzheimer têm início muito antes das primeiras manifestações da perda de memória. Esse é o resultado da pesquisa feita por cientistas da Universidade do Kentucky e publicada no número de abril da revista Neurology.

Os pesquisadores submeteram 136 pessoas com mais de 65 anos a testes cognitivos e tomografia cerebral. Todos os participantes foram considerados saudáveis no início do estudo, que durou cinco anos. Depois desse período, 23 idosos haviam desenvolvido distúrbio cognitivo leve e outros nove foram diagnosticados com Alzheimer.

Confrontando o cérebro dos indivíduos saudáveis com o dos que mostraram alterações, foi observado, nestes, perda de massa cinzenta em regiões importantes na elaboração da memória, ainda que essas pessoas não demonstrassem sintoma cognitivo algum.

“Descobrimos que essas modificações na estrutura cerebral estão presentes também em pessoas clinicamente normais, em média quatro anos antes que se manifeste e seja diagnosticado o distúrbio cognitivo leve que prenuncia a doença de Alzheimer”, diz Charles D. Smith, um dos autores do estudo.

“Sabíamos que esses pacientes apresentavam perda de massa encefálica, mas não sabíamos que isso acontecia tão cedo, muito antes dos problemas de memória”, completa o pesquisador.