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Pesquisas com cérebro em repouso ajudam a entender esquizofrenia

Pesquisadores da Universidade Yale tentam encontrar marcadores biológicos da psicopatologia

maio de 2014
Jens Langner/Wikimedia Commons
Estima-se que 60 milhões de pessoas no mundo tenham esquizofrenia – sofrimento psíquico grave, marcado pela alteração no contato com a realidade. Várias teorias – genética, neurobiológica, psicanalítica, entre outras – tentam explicar as causas da patologia, que hoje é considerada multifatorial, ou seja, vários aspectos concorrem para seu surgimento, como predisposição, ambiente e comorbidade com outros transtornos mentais. Um dos vários grupos que pesquisam a doença, cientistas da Escola de Medicina da Universidade Yale descobriram, usando imagens captadas por ressonância magnética funcional (fMRI) e modelos matemáticos que simulam a atividade cerebral, alterações generalizadas nos padrões do cérebro em repouso de pessoas com esquizofrenia.

“Muitos acreditam que a atividade do cérebro em repouso não passava de um ‘ruído de fundo’ clinicamente irrelevante”, diz o psiquiatra Alan Anticevic, autor do artigo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences. “Os resultados preliminares sugerem, porém, que sinais captados nesse estado oferecem evidências de que determinados circuitos de pessoas com esquizofrenia se comunicam de forma alterada”. Ainda são necessários mais estudos para esclarecer a relação entre a integração alterada de algumas redes e a patologia. Os pesquisadores acreditam que, num futuro próximo, será possível o diagnóstico precoce da doença através das tecnologias de neuroimageamento. (Com informações da Yale News).

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