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Amamentar previne depressão pós-parto

Risco de desenvolver o distúrbio é 50% menor em mulheres que oferecem o peito aos seus bebês, segundo estudo da Universidade de Cambridge

agosto de 2014
Não é de hoje que mamar no peito traz benefícios físicos e cognitivos aos bebês. Agora, pesquisadores da Universidade de Cambridge afirmam que a amamentação preserva a saúde mental da mãe. Cientistas ingleses e espanhóis avaliaram mais de 10 mil mulheres durante a gravidez e depois de dar à luz para identificar o risco de depressão pós-parto, utilizando dados extraídos da Pesquisa Longitudinal Avon de Pais e Filhos (estudo que monitora a saúde de aproximadamente 12 mil crianças nascidas na década de 90).

Descobriram que as mães que planejaram e conseguiram amamentar o bebê tinham 50% menos risco de ter o distúrbio do que aquelas que não ofereceram leite do peito nem consideram fazê-lo. Já as mulheres que gostariam de ter amamentado, mas não puderam, apresentaram mais do dobro de probabilidade de desenvolver o transtorno em relação a essas últimas. Os pesquisadores usaram a Escala de Edinburgh para Depressão para avaliar as voluntárias quando os bebês estavam com 8 semanas de vida e, posteriormente, 8, 21 e 33 meses. Em uma pré-avaliação durante a gravidez, os cientistas consideraram sintomas de problemas psíquicos já existentes.

“É um dos maiores estudos do tipo e um dos poucos que consideram a saúde mental prévia das gestantes”, diz a socióloga Maria Iacovou, uma das autoras do estudo, publicado na Maternal and Child Health. “Também controlamos fatores econômicos e status de relacionamento, além de outras causas que pudessem interferir, como nascimento prematuro e tipo de parto.” Segundo a socióloga, a depressão materna pode causar efeitos negativos sobre muitos aspectos do desenvolvimento infantil. “É preciso criar políticas públicas que não só encorajem a amamentação, mas também forneçam suporte para mães com dificuldade em oferecer o peito ao bebê. Para essas mulheres, contar com ajuda especializada faz toda ‘diferença para a sua saúde e a da criança”, conclui.

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