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Notícias |
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| 28 de abril de 2008 |
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| Amor, luz de velas e gesto de sedução |
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A tela Arrufos, do pintor mineiro radicado no Rio de Janeiro Belmiro de Almeida (1858-1935), dá nome à nova peça idealizada, produzida e encenada em São Paulo pelo Grupo XIX de Teatro. Seguindo a perspectiva histórico-subjetiva presente nas duas obras anteriores, Hysteria e Hygiene, o grupo agora encara o desafio de encenar a temática do amor. Nuances do sentimento são abordadas sob a óptica da cultura e atravessadas pelos efeitos das mudanças ao longo do tempo.
A vida privada nos diversos períodos históricos – boa parte dela retratada na literatura – inspirou o grupo a investigar o conceito moderno de amor, colocando em questão o mito da imortalidade que envolve os amantes e, momentaneamente, oferece a ilusão de que as diferenças podem ser eliminadas. Em meio a uma iluminação bruxuleante de velas e valendo-se do esboço de várias histórias de paixão, Arrufos se propõe a misturar os tempos em que elas ocorrem, entre os séculos XVIII e XX.
O grupo parte da premissa de que os investimentos afetivos podem ser reeditados, resultando em novas e renovadas histórias de afeto e desejo. A cada espetáculo, o público é levado a reconstruir o ideário do amor como fato sociopolítico em que palavras, gestos, seduções, olhares e toques têm configurações específicas em cada época. (Por Laura Battaglia Cavalcanti, psicóloga) |
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| Arrufos. Vila Maria Zélia. Rua Cachoeira esquina com rua dos Prazeres, Belenzinho, São Paulo, SP. Sextas às 21 h, sábados às 20 h e domingos às 19 h. Tel.: (11) 2081-4647, www.grupoxixdeteatro.ato.br, contato@grupoxixdeteatro.ato.br. Recomendado para maiores de 16 anos. R$ 20 e R$ 10. Até 11 de maio. |
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