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01 de novembro de 2007
Arco-íris cerebral
 
Nature
Cientistas usam técnica de manipulação genética para colorir neurônios com tons diferentes e criar imagem multicolorida do cérebro
(Agência FAPESP) – O cérebro nunca foi tão colorido. Com o uso de técnicas de manipulação genética, um grupo de cientistas do departamento de biologia molecular e celular e do Centro de Ciência do Cérebro da Universidade Harvard, Estados Unidos, conseguiu marcar dezenas de neurônios individuais com tons diferentes para criar um “arco-íris” cerebral.

Apelidada de brainbow – mistura de “brain” (cérebro) com “rainbow” (arco-íris) –, a técnica resulta da marcação de neurônios em tons criados com base numa combinação de cores que leva o mapeamento e a produção de imagens de órgãos a um novo patamar. O estudo ganhou a capa da edição de 1º de outubro da revista.

Em 1873, o médico italiano Camillo Golgi (1843-1926) publicou um trabalho em que descrevia o uso de nitrato de prata para destacar neurônios, mas desde então mapear células individuais em cada circuito neural tem sido um desafio para os cientistas.
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