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Arqueólogos acham crânio de criança com deficiência mental

abril de 2009
O crânio de uma criança, que viveu há cerca de 530 mil anos, com sinais de má-formação congênita e deficiência psicomotora foi encontrado por arqueólogos espanhóis. É a primeira evidência contrária a uma idéia, muito disseminada, a qual nossos ancestrais humanos sacrificariam precocemente os descendentes que apresentassem defeitos físicos ou mentais. O crânio era de um Homo heidelbergensis, antepassado direto dos neandertais, e foi encontrado num sítio arqueológico no norte da Espanha. A criança, cujo sexo não pôde ser identificado até o momento, morreu com idade estimada entre 5 e 12 anos idade.

As deformidades observadas na peça são típicas da craniossinostose, uma doença rara causada pelo fechamento prematuro das fissuras ósseas do crânio e que impedem o desenvolvimento do cérebro, geralmente levando a problemas mentais e motores. Em pessoas saudáveis, essas fissuras se fecham apenas quando o cérebro atinge o tamanho definitivo.

Segundo os autores, o crânio 14, como foi batizado, apresenta depressões muito acentuadas, que levam a crer que a criança tivesse déficit cognitivo ou motor, podendo ter recebido cuidados especiais de outros membros do grupo. O artigo foi publicado nos Proceedings of the National Academy of Sciences.