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Artista pesquisa os efeitos das cores sobre a percepção

Estudos de Carlos Cruz-Diez, ícone da arte cinética, estão expostos na Casa Daros, no Rio de Janeiro

maio de 2014
Divulgação
Obra da coleção do Museus de Arte Moderna (MAM)
Corrente artística que usa luz, cor e posicionamento dos objetos para criar ilusão de movimento e brincar com a percepção do observador, a arte cinética foi explorada por nomes como Andy Warhol, Júlio Le Parc e o venezuelano Carlos Cruz-Diez, conhecido por suas pesquisas sobre a cor. Trabalhos do artista de 90 anos estão em exposição na Casa Daros, no Rio de Janeiro, até julho.

São 50 painéis, além de cinco desenhos do álbum Cor aditiva – Didática e dialética da cor, de 1980, uma série de reflexões sobre o uso da cor por artistas ao longo dos séculos e seus efeitos sobre o sistema visual. “A cor é um acontecimento autônomo, capaz de invadir o espaço sem ajuda da forma, sem narrativas, desprovido de símbolos”, afirma Cruz-Diez, que se descreve como um artista com disciplina de cientista. “Em minhas obras, nada foi feito ao acaso. Tudo foi estudado e codificado. É uma integração do racional e do afetivo. Eu não me inspiro, eu reflito.”

A mostra traz também um aplicativo interativo desenvolvido pelo próprio artista para tablet e o documentário Carlos Cruz-Diez – A vida em cores.

Carlos Cruz-Diez - Didática e dialética da cor. Casa Daros. Rua General Severiano, 159, Botafogo, Rio de Janeiro. De quarta a sábado, das 11h às 19h. Domingos e feriados, das 11h às 18h. Informações: (21) 2275-0246. Grátis. Até 27 de julho.

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