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Artista plástica usa tecnologia para expressar inconsciente

A produção da brasileira é marcada pela inserção de comportamentos psicológicos em obras de útlima geração

junho de 2012
DIVULGAÇÃO
Dois crânios transparentes trocam memórias e sentimentos. As duas estruturas são equipadas, cada uma, com um Bluetooth – assim, o público pode interferir no diálogo enviando mensagens de texto e vídeos por meio de seus celulares. O sistema reproduz as informações em voz sintética e nas telas acopladas nas cabeças e as envia para o banco de dados, construindo um inconsciente para as duas estruturas. Além disso, sentimentos são atribuídos às mensagens por meio de luzes coloridas de diferentes intensidades. Memórias conectadas (2007), obra da artista plástica Anaisa Franco, foi construída para interagir com os espectadores.

A produção da brasileira é marcada pela inserção de comportamentos psicológicos em obras tecnológicas e tem se tornado conhecida na Europa. Frustração (2012), primeira da série Psicossomáticos, é um monitor onde o espectador vê sua própria imagem fragmentar-se, como em um espelho que se estilhaça – as próximas obras da série trarão versões da artista para medo, paranoia, ansiedade, vergonha, angústia, raiva, traumas e inconsciente. “A materialização das sensações e sentimentos é uma menção ao significado de ‘psicossomático’: a expressão orgânica de fatores sociais e psicológicos”, define Anaisa.

No segundo semestre, ela fará parte do projeto Reflexões oníricas, no Gyeonggi Creation Center (GCC), na Coreia: um software reconhece a posição dos olhos, nariz e boca do espectador e projeta imagens e textos distorcidos sobre sua face, buscando evocar a experiência do sonho. Outras obras suas, com explicações, podem ser conferidas no endereço www. anaisafranco.com.