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Agência Fapesp |
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| O estudo usou imagens pré-operatórias: em azul, áreas de atrofia dos pacientes curados pela cirurgia. Em vermelho, áreas de atrofia daqueles que permaneceram com crises após a intervenção |
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(Agência Fapesp) – A forma mais freqüente da epilepsia está ligada a uma atrofia na substância cinzenta do lobo temporal. Nos casos de difícil controle por medicamentos, os pacientes são submetidos a uma cirurgia na região cerebral afetada. Mas um dado intriga os cientistas: cerca de 30% das operações não surtem efeito e as convulsões continuam.
Estaria a eficiência da cirurgia relacionada à existência de áreas específicas de atrofia da substância cinzenta? Para responder a esta pergunta, seria preciso estudar os exames de ressonância magnética de pacientes antes da intervenção cirúrgica.
Foi exatamente o que fez a pesquisadora Clarisse Yasuda, doutoranda do Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Pelo estudo, Clarice recebeu, na semana passada, o Prêmio Jovem Pesquisador, durante o 27º Congresso Internacional de Epilepsia, em Cingapura. Oito trabalhos foram selecionados entre mais de 800 de todo o mundo. “Os resultados mostraram que os pacientes cujas crises cessaram depois da cirurgia apresentavam áreas de atrofia mais restritas ao lobo temporal afetado. Nos outros, refratários à operação, a atrofia se estendia a regiões fora do lobo temporal afetado, inclusivo no outro hemisfério cerebral”, disse Clarisse. |