Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Aumento das mamas melhora auto-estima de mulheres

Cirurgia também favorece os sentimentos positivos sobre a própria sexualidade

abril de 2007
O aumento do tamanho das mamas costuma melhorar a auto-estima das mulheres, bem como os sentimentos positivos sobre a própria sexualidade, segundo estudo publicado na Plastic Surgical Nursing. “Embora a cirurgia plástica não deva ser vista como uma panacéia para todos os problemas de auto-estima e relacionamentos, é importante entender os benefícios psicológicos desse procedimento”, afirma a enfermeira Cynthia Figueroa-Hass, professora da Faculdade de Enfermagem da Universidade da Flórida. Segundo ela, há muito preconceito no ambiente médico sobre esse tipo de cirurgia, muitas vezes entendido pelo profissional de saúde como um capricho da mulher.

Participaram da pesquisa 86 mulheres entre 21 e 57 anos, que preencheram, antes e depois da cirurgia, duas escalas de avaliação das percepções de auto-estima e sexualidade: a Escala de Auto-estima de Rosemberg e o Índice de Funcionalidade Sexual Feminina, dois instrumentos validados e reconhecidos internacionalmente. Todas as pacientes haviam decidido se submeter ao procedimento por razões exclusivamente estéticas.

Os valores obtidos na escala de auto-estima subiram de 20,7 para 24,9 (30 é o valor máximo). Na escala de funcionalidade sexual, a pontuação saltou de 27,2 para 31,4 (o máximo é 36). Esse instrumento mostrou ainda que o desejo sexual das mulheres teve um incremento de 78% e a satisfação com a relação sexual, de 57%.

Apesar dos resultados positivos, a pesquisadora adverte que a cirurgia para aumento das mamas não deve ser vista como cura para todos os problemas de auto-estima e sexualidade. “Certamente há pacientes que nunca estarão satisfeitas com seu corpo”, diz. A autora ressalta que o objetivo da pesquisa é fornecer evidências que ajudem os enfermeiros no gerenciamento dessas pacientes e encorajar mais estudos sobre a sexualidade feminina que, segundo ela, são bem menos numerosos que os dedicados às questões sexuais no universo masculino.