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Beber e fumar aumenta risco de Alzheimer

A combinação entre bebida e cigarro pode ser responsável pela manifestação precoce da doença

abril de 2008
© immelstorm/Shutterstock
Estudo realizado por uma equipe do Centro Médico Monte Sinai, em Miami, Estados Unidos, não traz boas notícias para quem bebe ou fuma em excesso: o risco de desenvolver a doença de Alzheimer mais cedo é maior nestes casos. Além de analisar efeitos do álcool e do tabaco em relação ao Alzheimer, os pesquisadores m levaram em conta se os participantes da pesquisa tinham a variante A4 do gene apoE, cuja presença também aumenta a possibilidade de incidência da doença.

Foram avaliadas 939 pessoas de mais de 60 anos, com diagnósticos que indicavam probabilidade de desenvolvimento do Alzheimer. Segundo os pesquisadores, 7% dos voluntários tinham o hábito de beber “pesadamente” (padrão definido com base no consumo de pelo menos dois drinques ao dia). Outros 20 % fumavam pelo menos um maço de cigarros por dia. Destes, 27% apresentavam a variante genética do apoE.

Os que bebiam desenvolveram Alzheimer, em média, 4,8 anos antes dos demais. Os fumantes, 2,3 anos antes. E os portadores da variante A4, 3 anos mais cedo. Os 17 pacientes que tinham a variante e, ainda por cima, fumavam e bebiam em excesso, desenvolveram a doença em uma idade média de 68,5 anos. Nos 374 voluntários que tinham a variante, porém não bebiam ou fumavam com freqüência, o distúrbio se manifestou, em média, aos 77 anos.

“Os resultados são importantes por indicar que, reduzindo ou eliminando o fumo e a bebida, poderemos adiar substancialmente o início do Alzheimer e mesmo reduzir o número de pessoas com a doença”, diz o neurologista Ranjan Duara, um dos autores do estudo. “Projeções anteriores estimaram que um atraso de cinco anos na manifestação da doença levaria a uma redução de quase 50% no total de casos.”