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Britânica com múltipla personalidade expõe obras

Cada um dos 14 álteres-pintores possui influências e estilos diferentes

março de 2013
Reprodução
Mais de 20 personalidades dividem espaço no cérebro de Kim Noble. A artista plástica britânica de 50 anos é um caso raro de transtorno dissociativo de identidade (DID, na sigla em inglês), conhecido até há alguns anos como transtorno de múltipla personalidade. Ao menos uma vez por dia ela tem apagões mentais que duram cerca de 4 horas – é nesses momentos que algum de seus álteres assume o controle. São vários, homens e mulheres de diversas idades, 14 deles também pintores, cada um com um estilo marcante. Na maioria das vezes ela os identifica por modificações muito pessoais que fazem em seus quadros. O álter Judy, por exemplo, de 16 anos, tem o estilo marcado por influências da street art.

Antes do diagnóstico de DDI, Kim teve dolorosas passagens por centros psiquiátricos por mais de duas décadas e enfrentou problemas na Justiça para conseguir manter a guarda de sua única filha, hoje adolescente. Teve diagnóstico (e tratamento com medicamentos) de esquizofrenia, transtorno bipolar e anorexia. Hoje ela recebe acompanhamento psiquiátrico, mas não faz uso de remédios, apenas de psicoterapia. Vive em Londres, da pensão que recebe do governo e da venda dos quadros, seus e dos “outros”. Imagens de dezenas de suas telas estão disponíveis em seu site pessoal, separadas em galerias de acordo com a personalidade que as pintou: www.kimnoble.com

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