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Cantar faz o treino render

Mais eficiente do que só ouvir música, cantar ativa o controle motor emocional e facilita a prática de exercícios

maio de 2014
Getty Images
Não é de hoje que relacionamos música com exercícios físicos intensos. Para a maioria das pessoas que frequentam academias de ginástica, o hábito de ouvir música se tornou tão frequente quanto calçar tênis antes de iniciar as sequências de treino. Mas parece que só escutar não é tão eficiente para favorecer o desempenho. Canções cadenciadas costumam ser entoadas tanto por militares durante as corridas e outras práticas de condicionamento quanto por remadores e marinheiros enquanto trabalham. Agora, a ciência confirma que malhar parece mais fácil quando produzimos sons e ritmos, ou seja: cantar é melhor que apenas ouvir música durante os exercícios. O resultado do estudo foi publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences USA.

Durante o experimento, metade dos participantes cantou enquanto fazia musculação, usando um software que transformou os movimentos em harmonias. Enquanto malhavam, tanto esses voluntários como aqueles que apenas escutavam os sons fizeram o mesmo esforço. Os primeiros, porém, usaram menos oxigênio durante uma série na qual foi medida a força usada e, apesar disso, sentiram que gastavam menor quantidade de energia e se cansaram menos do que os que apenas ouviam o som. 

“A conclusão é clara: cantar costuma facilitar a prática de exercícios físicos, ativando o controle motor emocional”, afirma o coordenador do estudo, o neuropsi­cólogo Thomas Fritz, do Instituto Max Planck de Cognição Humana e Ciências do Cérebro em Leipzig, Alemanha. Essa função é responsável por ações espontâneas, como um sorriso genuíno (o controle motor deliberado executa condutas intencionais, como uma expressão falsa ou forçada). Fritz afirma que tornar esse sistema mais eficiente pode ser tão fácil como cantar ou praticar malhação no ritmo de sua playlist.

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