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Cara de nojo faz desconforto passar mais rápido

junho de 2009
victor newman/shutterstock
Pesquisa mostra que inibir a careta não é bom negócio
Quando somos expostos a uma cena ou história repugnante costuma ser dificil evitar a sensação de nojo ou repulsa. Embora seja involuntária, pode ser conscientemente reprimida, o que, no entanto, não parece ser bom negócio, segundo tese de doutorado defendida pela psicóloga Judith Grob, na Universidade de Groningen, Holanda. A pesquisadora investigou o que acontece quando as pessoas inibem a expressão de nojo, intencionalmente ou não.

No primeiro experimento, os voluntários foram instruídos a se manter impassíveis diante de imagens como a de uma , amputação ou de um banheiro em condições horripilantes. Resultado: depois da sessão, essas pessoas começaram a pensar em outras coisas desagradáveis. “As emoções negativas encontram variados canais de manifestação”, explica a psicóloga. No grupo-controle, em que era permitido fazer a expressão que quisessem, os participantes se recuperaram rapidamente e foram embora aliviados.

Em um segundo experimento, as mesmas imagens foram usadas, mas os voluntários tinham de segurar uma caneta entre os lábios, o que impedia boa parte dos movimentos faciais. Os resultados foram idênticos. Segundo a autora, expressar emoções negativas parece ser importante para que o indivíduo “se livre” delas mais facilmente. Uma das implicações apontadas no estudo diz respeito às pessoas que, em nome da beleza, paralisam músculos faciais por meio de aplicações de botox.