Mente Cérebro
Clique e assine Mente Cérebro
Notícias

Células-tronco como medicina regenerativa do futuro

Apesar de promissoras, clonagem terapêutica e engenharia tecidual ainda dividem opiniões

outubro de 2011
©Creations /Shutterstock
O que até recentemente parecia fantasia começou a mudar a partir de um artigo publicado na revista científica americana Science em 1993, de autoria dos pesquisadores Robert Langer e Robert Vacanti. Para amenizar a demanda por transplantes – solução clássica para substituição de órgãos comprometidos –, os pesquisadores acenaram com a perspectiva de engenharia tecidual, técnica que utilizaria uma combinação de células e materiais sintéticos, com a vantagem de eliminar riscos de rejeição. A desvantagem da alternativa, além de custos elevados, envolve conhecimento ainda incompleto dos efeitos desses materiais no organismo dos pacientes em prazos mais longos.


Com tais restrições, o isolamento de células-tronco embrionárias de origem humana praticamente tirou de cena a engenharia tecidual para se firmar como alternativa mais promissora na materialização do que pode ser considerada uma época posterior à era dos transplantes.


As células-tronco, especialmente as embrionárias, potencialmente as que prometem melhores resultados, tanto na regeneração como na criação – em laboratório – de órgãos completos, ainda dividem opiniões. No Brasil, em maio de 2008,o Superior Tribunal Federal julgou uma ação de inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que envolve justamente as pesquisas com células-tronco. Por uma margem apertada – 6 a 5 –, o tribunal confirmou a continuidade das pesquisas de células-tronco embrionárias no Brasil, a exemplo do que ocorre num grupo de países social e economicamente desenvolvidos. Os resultados ainda não alcançaram o estágio de aplicação, mas as perspectivas são de que as células-tronco assegurem uma das maiores conquistas na história da medicina.