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Córtex de centenários com memória ótima é mais espesso

"Super agers" chegam a ter memória equivalente à de pessoas com a metade de suas idades

março de 2013
Mopic/Shutterstock
Enquanto a maioria dos idosos com mais de 80 anos sofre perdas cognitivas perceptíveis, existe uma “elite” que conserva até perto dos 100 anos memória equivalente à de pessoas de 50. A neurologista Emily Rogalski, da Universidade Northwestern, em Chicago, registrou, por meio de ressonância magnética tridimensional, neuroimagens de 12 super agers, como ela se refere a essa população, e descobriu uma diferença anatômica em seu cérebro: um córtex mais espesso. Essa região é associada à memória, à concentração e a outras habilidades cognitivas sofisticadas.

“O córtex de pessoas com mais de 80 anos é geralmente mais tênue, mas, nos super agers, tem espessura semelhante ao de pessoas de meia-idade”, diz Emily. Em artigo publicado no Journal of Neuropsychological Society, ela explica que identificar os mecanismos envolvidos na aparente proteção contra a perda de matéria cinzenta, natural no processo de envelhecimento, pode ajudar a desenvolver novas intervenções para preservar capacidades cognitivas e combater sintomas de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. “Podemos dizer que a espessura cortical oferece uma medida indireta da saúde do cérebro. Um córtex mais denso sugere que há mais neurônios funcionando”, explica a neurologista, que também identificou outra parte mais espessa no cérebro desses idosos: o córtex cingulado, ligado à concentração. “Isso é surpreendente, pois a atenção suporta a memória – e essa habilidade é ‘afiada’ nos super agers”, observa.  

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