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Cérebro de autistas é maior e tem mais neurônios, afirma estudo

Descoberta dessas diferenças cerebrais pode ajudar na investigação da origem do autismo

abril de 2014
Terse Winslow
Pesquisadores da Universidade da Califórnia identificaram dois marcadores biológicos do distúrbio que podem apontar um novo caminho para estudar sua origem: autistas têm cérebro mais pesado e com maior número de neurônios na região do córtex pré-frontal, relacionado às habilidades cognitivas, comunicativas e de interação social. A descoberta é resultado preliminar de um estudo conduzido pelo neurocientista Eric Courchersne, publicado no Journal of the American Medical Association em novembro de 2011.

Sua equipe analisou tecidos do córtex pré-frontal de 13 meninos e adolescentes que morreram entre 2 e 16 anos de idade – sete deles diagnosticados com autismo. Os pesquisadores descobriram que eles tinham 67% mais neurônios (veja gráfico ao lado) que o grupo de controle. Essa proporção foi observada apenas em relação a esse tipo de célula, pois a contagem de outras estruturas neurais, como as células gliais, foi idêntica à do grupo de controle.

Além disso, o cérebro dos autistas revelou-se 17,6% mais pesado e 7% maior que a média geral. “Futuros estudos com uma amostra maior de tecidos poderão revelar relações importantes entre a contagem de neurônios e a severidade dos sintomas”, afirma Courchersne em seu artigo.